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RECANTO DA LEITURA

 
 
 
 
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  *QUARTA TRADIÇÃO*

*“**CADA GRUPO DEVE SER AUTÔNOMO. SLAVO EM ASSUNTOS QUE DIGAM RESPEITO A OUTROS GRUPOS OU AA EM SEU CONJUNTO.”*

* *

*Portanto:*

1º - Os assuntos internos de cada Grupo, que não firam as Tradições, como: se é feita ou não a Oração da Serenidade no início e fim das reuniões, se é feito o termo de Responsabilidade, se isto e feito com os participantes de pé, sentados ou de mãos dadas, se é sugerido ou não, que não se critique pessoas ou grupos em depoimentos, se fazem café, chá chimarrão ou os três, se batem palmas para os depoimentos ou não, (Dr. Bob pedia: Não aplaudam, e até disse: “nunca aplaudam um alcoólico”), se adotam a ficha ou não, se estudam legados de A.A. ou não, se fazem inventário do grupo ou não, se
fixam tempo para depoimentos ou não, e muitos outros assuntos, pertencem à autonomia do grupo, pois não contrariam nenhuma tradição. Criticar outros grupos que usam o direito a autonomia, e qualquer processo de funcionamento exclusivamente interno que fira as Tradições, fere a 1ª e a 4ª Tradições.
Servidor de Grupo que não aceite as decisões da Consciência Coletiva de seu Grupo, mesmo sendo essa decisão para efeito de atitudes desse servidor fora do seu Grupo e cuja atitude fira alguma Tradição, ou que não aceite uma decisão da Consciência Coletiva de seu Grupo para efeito interno que não fira nenhuma Tradição, fere a autonomia do grupo e deixa de ser Servidor de Confiança desde, e deveria pedir demissão do encargo no mesmo, ou se não o fizer, O Grupo pode demiti-lo, pelo seu procedimento contrário nesses casos ás decisões do grupo, além de nesses casos ferir também a primeira Tradição a Unidade.

2º - Quando entra em questão as tradições, aí entra o A.A. como um todo, mesmo que a decisão ocorra só para ter efeito dentro do grupo Exemplo: Fazer qualquer formalidade para ingresso. O que é formalidade? É tudo aquilo que é sempre feito, e considerado necessário para ingressar beber nada mais segundo a 3ª Tradição. Chegou, ficou é membro, nada mais deve ser feito. Quando se faz reuniões com pessoas não aa(s) participando das atividades do grupo, na organização dos trabalhos, na recuperação, ou em qualquer outra atividade de A.A. fere-se a 3ª Tradição, pois para ser membro de A.A. deve-se ser alcoolista e ter do desejo de parar de beber. Podem ser feitas reuniões de propósitos especiais, que não são reuniões de A.A. é claro que se exclui aqui aqueles que diz que não é alcoólico, mas que pela experiência verificamos que o é, o que não devemos é ter ali alguém como psicólogos, médicos, pastores, padres, assitentes sociais, membros de Al-Anon, de NA e outros claramente declarados não alcoólicos, participando das programações, dos trabelhos, e dos estudos em nossas reuniões fechadas ou abertas, etc. , nas reuniões abertas qualquer uma pode estar presente, mas não deve falar sem ser convidado, nem devemos dar a palavra para divulgar outras entidades, excluindo aqui, com a aprovação do grupo ou de encontros da Irmandade com aprovação de seus membros, a presença para apadrinhamento de candidatos a custódios não alcoólicos. Promover entrega de fichas em reuniões públicas, ou grandes reuniões abertas(é culto à personalidade). Em nenhum momento nos livros de A.A. fala em fichas, só existe uma recomendação da conferência, de que não se faça essa entrega de fichas, nessas reuniões, e a Consciência por delegação de competência é a voz da Consciência Coletiva do A.A. em CAD pais. Bill nos adverte, A.A. não nos briga nem nos proíbe nada, mas a nossa doença nos cobra, com algum sofrimento, com a morte prematura ou com a loucura. O uso de assinaturas de presenças em atas, bem como registro nessas, de casos de membros, fere a 3ª Tradição. O fornecimento de atestado de presença às nossas reuniões, fere a 3ª Tradição, e só deve ser fornecido esses atestado a pedido do judiciário oficialmente e por escrito, e deve ficar arquivado no grupo esse pedido. Há instruções de nossos serviços sobre isso. Nosso relacionamento com escolas, igrejas, clínicas, hospitais e qualquer instituição, já não é da autonomia do grupo, já entra em questão o AA como um todo. Para fazermos reuniões em uma entidade qualquer é preciso que o A.A. tenha a liberdade de escolher os servidores para as reuniões que lá se efetivarão e o método de fazê-lo, se houver interferência de pessoas de fora do A.A. que determinem ou participem da decisão de quem, e como será feito, já não se caracteriza uma atividade de A.A., e o A.A. deverá se retirar dessa atividade. É claro que as regras para uso das dependências de qualquer instituição deverão ser respeitadas por nós. Não devemos convidar religiosos como tal, para falar ou praticar culto me nossas reuniões, mesmos nas abertas de aniversário dos grupos, a não se nos casos especiais que lá eles estejam como amigos de nossa irmandade, sem a prática de nenhum culto ou vínculo religioso com nossa Irmandade e sejam conhecedores e respeitem nossas tradições. Na quarta tradição está bem claro: Quando dois ou mais alcoólatras quaisquer, reunidos com a finalidade de manterem-se sóbrios, têm o direito de considerar-se em grupo de AA, desde que como grupo não estejam filiados a qualquer outra organização. A falta de liberdade para a ação gera dependência ou filiação, portanto não será reunião de A.A. se isto acontecer. O uso de literatura que não seja de A.A. ou orações religiosas em qualquer reunião, também deixará de ser uma reunião de A.A., mesmo que seus membros assim o considerem. A.A. nada fará nestes casos, a não ser lembrar ao grupo seu equívoco e as Tradições correspondentes. Tendo as Tradições sido forjadas por experimentação, erro e acerto, tudo foi tentado naquela época: Centros antialcoólicos, clubes e projetos educacionais, essas idéias todas redundaram em confusão e explosão, sendo evidentemente abandonados.

Sob o manto da 4ª Tradição, é que os grupos exercem o direito de errar, sofrendo evidentemente os corretivos em conseqüência disso: volta aos princípios, sofrimento, morte prematura, ou loucura de seus membros. Como Irmandade de A.A., nos reunimos com outras atividades que não sejam de A.A., para planejar e fazer juntos qualquer ação em relação aos alcoolistas, Fera a 4ª tradição.

Consulta:

Doze Tradições, e livreto A Tradição de A.A. – como ela se desenvolveu por Bill W.

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Cirlon Lima



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