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RECANTO DA LEITURA

 
 
 
 
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  ÁLCOOL OU DIVERSÃO?

Artigo Gazeta do Povo - 11/05/2010 - Terça-feira

Interessante ver que mais e mais pessoas, jovens, estão saindo para se divertir e estão percebendo que divertem-se melhor sem Álcool. Curitiba por exemplo que tinha um problema sério de decadência no alcoolismo juvenil, vê uma massa de jovens mais maduros e esclarecidos, não deixando-se levar pela propaganda enganosa da venda de Álcool. Longe de ser moralismo, parece que a nova moda é saúde.

Álcool é a única coisa que deixa alguém gordo e chato ao mesmo tempo. Gordo de celulite e chato para quem está perto do(a) bêbado(a). Trocadilhos a parte, é interessante notar, nos dias de hoje, o aumento da conscientização das pessoas em perceber a diferença entre diversão a bebida.

"Homem que bebe é feio, mas mulher que bebe é horrível", já diz o dito popular. Há atualmente como mostra a reportagem da Gazeta do Povo do dia 25. 04. 2010 diminuição das pessoas que saem para se divertir e ingerem Álcool.

Há a propaganda da "cervejinha" que dá vazão a interpretações absurdas em propagandas de pessoas saudáveis, e, incrível, sem celulite. Somente dentro das telas de TV que as pessoas não engordam com cerveja, fora dela, banhas e pelancas, bem isso que você leu: banhas e pelancas! Caberia nesse caso Ação Civil Pública em face de propaganda enganosa que está exemplificada no art. 37 do CDC e é aquela que, através da sua veiculação, pode induzir o consumidor em erro, seja quando o anunciante omite dados relevantes sobre o que está sendo anunciado e, se o consumidor soubesse esse dado, não compraria o produto ou serviço ou pagaria um preço inferior por ele. Ou na publicidade enganosa por comissão que é aquela no qual o fornecedor afirma algo que não é, ou seja, atribui mais qualidades ao produto ou ao serviço do que ele realmente possui. A publicidade enganosa provoca uma distorção na capacidade decisória do consumidor, que se estivesse melhor informado, não adquiriria o que foi anunciado. É uma sugestão de Ação Civil Pública possível.

Acontece muito comumente com a população das grandes cidades, o fato de pessoas, principalmente na adolescência, não terem coragem de se tornarem atraentes para os outros, seja do ponto de vista de amizade, afetivo, diálogo ou do ponto de vista sexual, recorrerem a bebida para se "soltarem". São influenciados pela mídia, e por quem quer lucrar com isso.

Uma noite dessas presenciei dois jovens bem vestidos, aparentando ser de classe média se escorando nos postes, sem poder andar, tamanha a embriaguês. Gostaria de saber que graça tem isso e, a que ponto chega a capacidade de indução de um ser, por suas companhias e por não conseguirem se impor perante elas, e por aqueles que querem vender bebidas com intuito de lucro. Há tantos meios e métodos de diversão, os mais variados possíveis, que não sejam a enganação da bebida que induz a crimes de trânsito e tantos outros crimes contra mulheres por exemplo . A vulgarização do "porre" como algo banal e até "engraçado", é triste, principalmente quando se tratam de mulheres embriagadas, que longe de tornarem-se atraentes, passam a integrar a vulgaridade pública. Gostaria de levar algum garoto propaganda de cerveja aos Álcoolicos anônimos ou perguntar a ele se aquele corpo musculoso reflete horas de bebida. Gostaria de saber também, porque muitas casas noturnas de Curitiba não deixam de vender bebida a menores. Se quer lucrar venda cerveja sem Álcool pelo menos. Você induzido pela mídia, pode pensar o que quiser: "moralista" ou o que seja, mas vou continuar a sair com meus amigos e me divertir, sem beber como muitos fazem. Coitado de quem não consegue ir a festas e se soltar sem bebida, conquistando os outros pelo que é. Feliz de muitos que conheço que vão a festas se divertem sem bebida, pois tem personalidade para não beber e, de brinde lembram de toda diversão no dia seguinte, sem porre. Espero que os rapazes que vi, cambaleando na rua, consigam ter chegado em casa sem fraturas, apesar do espetáculo ridículo que deram em público. A educação para não beber deve começar na escola e não terminar, por acidentes de trânsito provocados pelo Álcool, na prisão.

Estevão Gutierrez Brandão Pontes é advogado em Curitiba-PR.


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