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RECANTO DA LEITURA

 
 
 
 
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  " ATRAÇÃO EM VEZ DE PROMOÇÃO "

Companheiro Isaias - Ex-custódio da Região Sudeste

Para aqueles que desconhecem a lógica própria de Alcoólicos Anônimos deve parecer realmente muito estranho que a irmandade contrarie o entendimento global de que a promoção pessoal seja o melhor meio de atração do público-alvo e transite na contramão ao estabelecer que, em termos de relações públicas, a melhor forma de a irmandade aparecer seria o membro não aparecer, conforme orienta a Décima Primeira Tradição, que diz: "Nossas relações com o público baseiam-se na atração em vez da promoção, cabe-nos sempre preservar o anonimato pessoal na imprensa, no rádio e em filmes".
Na década de 1950, Bill W. recebeu um convite que, a princípio, pareceu-lhe tentador: ser a matéria de capa da revista semanal americana Time, em que se mostraria a parte de trás de sua cabeça e contaria a história de sua vida associada à de Alcoólicos Anônimos. Certamente que tal acontecimento seria capaz de divulgar a nossa irmandade nos quatro cantos do mundo, pois essa publicação já tinha, naquela época renome internacional. Mas Bill não aceitou a oferta, mesmo tendo consciência de que estaria impondo a vários sofredores da doença do alcoolismo a continuação de seu sofrimento ou – quem poderá saber! – "uma sentença de morte para alguns bêbados". Ele sabia, contudo, que se aceitasse tal proposta estaria abrindo uma precedente perigoso, ao transgredir um de nossos princípios já estabelecidos: o da atração em vez da promoção.
Para tentar alcançar o sentido dessa resolução é oportuno iniciar estas reflexões enfatizando a importância das Tradições, através das palavras de Bill W., e, particularmente, entendendo o porquê do anonimato, esse princípio fundamental em que basicamente a irmandade se apoia : "As Tradições nos orientam para melhorar nossa maneira de trabalhar e viver; (...) Elas também apontam diretamente para muitos de nossos defeitos individuais. Por dedução elas pedem a cada um de nós para deixar de lado o orgulho e o ressentimento. Elas pedem pelo benefício do Grupo, bem como pelo benefício pessoal. Elas nos pedem para nunca usar o nome de A.A. na busca de poder pessoal, fama ou dinheiro (...) Elas nos indicam como podemos funcionar melhor em harmonia como um todo. Em consideração ao bem-estar de toda a nossa irmandade, as Tradições pedem a cada indivíduo, cada Grupo e cada setor de A.A. que ponham de lado todos os seus desejos, ambições e ações inconvenientes que possam ocasionar séria divisões entre nós ou a perda de confiança que nos deposita o mundo todo."
O anonimato, que desestimula qualquer desejo de prestígio e poder, tem sido a grande força para evitar que quaisquer um dos membros de A.A. procure obter, em seu nome, fama ou culto à própria personalidade. Ele nos oferece o caminho para manter uma igualdade espiritual e tem exercido uma imensa atração em todos os povos onde chega a irmandade. Além de antídoto para as referidas tentações humanas, há que se considerar a possibilidade da perda da credibilidade em A.A. no caso de recaída de membros que apareceram na mídia e revelaram suas ligações com Alcoólicos Anônimos.
Atrair é exercer atração sobre e atração é poder de encantar, simpatia, fascínio; promover é fazer promoção através de propaganda. Entender-se-á melhor a conveniência da atração para a irmandade com a assimilação dos ensinamentos emanados de duas situações cruciais na nossa história. No primeiro encontro dos có-fundadores, quando Dr. Bob expôs os motivos que o faziam desacreditar de possível ajuda de Bill, este disse que não se propunha a dar ajuda, pois realmente estava buscando ajuda, afirmativa que seria determinante para o prolongamento da conversa por seis horas, bem além dos quinze minutos que o médico reservara inicialmente para o visitante. Em outro momento o conceituado jornalista Jack Alexander foi designado para escrever uma matéria sobre Alcoólicos Anônimos e empenhou-se com toda dedicação e seriedade para conhecer a nascente irmandade; foram-lhe passadas as informações necessárias ao cumprimento de seu trabalho, bem como foi-lhe dada toda a liberdade para tirar suas próprias conclusões; constam naquele artigo fundamental para a projeção mais ampla de A.A. as palavras que de fato atestam a eficácia da atração: "Em primeiro lugar os AAs narram suas horríveis experiências a homens acamados." Isso faz lembrar a assertiva de Bill de que entre todas as dádivas que Deus nos tem dado, a maior é a da identificação, pois, a partir daí, surge uma ponte de confiança sobre o abismo que havia desconcertado médicos, pastores, padres e familiares do alcoólico.
Os resultados da abordagem ao Dr. Bob e do trabalho de Jack Alexander servem de prova cabal de que a linha de pensamento e de ação de Alcoólicos Anônimos advém de princípios sólidos, plenamente confirmados pela experiência, convincentes de que a honestidade é por si só o adequado meio de atração, tanto dentro, por proporcionar a identificação, como fora, por instaurar a credibilidade; Bill atraiu o Dr. Bob pelo relato humilde de sua condição e de seu conhecimento da doença; A.A. atraiu o jornalista pela honestidade e pelos resultados e Alexander atraiu uma imensidão de gente pelo conhecimento, pela confiança e pela credibilidade; não há necessidade de estardalhaços, elaborados discursos persuasivos, exaltação de personalidades, maquiagens, para convencer as pessoas do valor de A.A., pois o que se quer é apenas pôr à disposição de quem interesse o caminho que percorremos para sobreviver à tragédia do alcoolismo e ainda manifestar na realidade de nosso existir a esperança, sempre renovada pelas conquistas, da vida íntegra, feliz e útil; e para isso só é necessário informar, com honestidade e sobriedade. Mas, contudo, pode ser que ainda tenham ficado obscuras as razões que justifiquem o anonimato de membros alcoólicos nos meios de comunicação.
Nós, alcoólicos, se estamos verdadeiramente dispostos a vivenciar a Recuperação proposta por Alcoólicos Anônimos, devemos nos empenhar para viver sob as orientações do Programa dos Doze Passos; a experiência afirma que dificilmente fracassa quem seguiu esse caminho com honestidade; se não há fracasso, há a vitória maior da conquista do Despertar Espiritual, vale dizer, de uma reformulação interior radical, conduzida concretamente pelo Poder Superior; quem viveu a desesperança, quem sofreu as terríveis conseqüências da perda do autocontrole, da impotência e do desamparo, mas achou um caminho garantido de Esperança, Fé e Amor, tem autoridade para servir de referência a quem esteja precisando por ter passado pelo mesmo processo de aviltamento da vida; as pessoas à nossa volta terminam apreciando a mudança do nosso comportamento o que, afinal, se torna a melhor recomendação para a irmandade; praticando a humildade conseguimos vencer o orgulho: um dos mais perigosos defeitos do alcoólicos; contudo, sabemos, ou deveríamos saber, o quanto estamos sujeitos a recaídas emocionais e o quanto necessitamos de empenho diário para neutralizar as forças auto destruidoras que nos assediam permanentemente, fazendo aflorar adormecidas (ou nem tanto!) imperfeições; se podemos ser úteis no cara-a-cara com semelhantes que estão bebendo, há riscos concernentes a exposições em meios de comunicação, pois o orgulho e a vaidade, inimigos sorrateiros, podem ressurgir e ameaçar nossa sobriedade e a credibilidade de A.A.; aqui entra a conveniência do anonimato e de se deixar que os amigos nos recomendem "(...) foi por esse processo que a 11ª Tradição de A.A. foi desenvolvida. Para nós ela representa mais do que simplesmente uma política de relações públicas. Ela é mais do que uma negação do egoísmo. A 11ª Tradição é certamente um lembrete permanente de que a ambição pessoal não tem lugar em A.A., mas nela também está implícito que cada membro deveria se tornar um guardião ativo de nossa irmandade, em sua relações com o público em geral."
Como se vê a decisão de Bill W. a respeito da possível aparição na revista foi muito mais que omissão medrosa; foi a atitude responsável de alguém consciente dos riscos da obediência às imposições da vaidade; prevaleceu a percepção de que o cuidado com o anonimato no concernente à divulgação externa faria bem mais por A.A. do que enganosas perspectivas advindas da autopromoção.



" OS DOZE PASSOS E A ESPIRITUALIDADE "

Os Doze Passos têm em si a força necessária para transformar nossa maneira de viver, devido ao grande conteúdo espiritual que contêm.

No PRIMEIRO PASSO ao admitirmos que éramos impotentes perante o álcool, que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas, reconhecemos a nossa fraqueza, não só com a bebida alcoólica, mas também nas pequenas atitudes do dia-a-dia. Uma vez que estamos nos propondo a mudar radicalmente de comportamento, é necessário quebrar nosso orgulho pessoal, aceitando conscientemente nossos defeitos de caráter, ter vontade sincera de mudar e a partir daí vamos iniciar uma nova qualidade de vida.

No SEGUNDO PASSO pedimos apoio a alguém que acreditamos que podia nos ajudar.

No TERCEIRO PASSO entregamos nossa vida nas mãos de Deus, da forma como o concebíamos, para que nos desse força e coragem para mudarmos nossa forma de viver.

Estes três primeiros Passos são direcionados ao Poder Superior. A partir do Quarto Passo já sentimos uma força interior que nos permite separar o joio do trigo.

O QUARTO PASSO pede-nos um inventário da nossa vida: como está a nossa casa? Vamos verificar que está cheio de sujeira, muito entulho para remover para fora, acumulado no passado durante nossa vida.

O QUINTO PASSO nos convida a vomitar toda a sujeira que está dentro das nossas emoções, dando início à limpeza em nossa casa.

O SEXTO PASSO mostra a nossa fragilidade, e pedimos ao Poder Superior forças e coragem para completar a limpeza em nossa alma.

No SÉTIMO PASSO pedimos a Deus para manter nossa casa limpa.

O OITAVO e NONO PASSOS nos convidam a devolver às outras pessoas o prejuízo que lhes causamos, tanto material como emocional, quando isso era possível.

Por fim chegamos ao DÉCIMO PASSO que é uma continuação do Oitavo e Nono Passos, só que agora, com a mente aberta, podemos compreender melhor o seu significado; com o esvaziamento do Ego, adquirimos diversas virtudes a que chamamos de Dádivas de Deus. Entre elas podemos enunciar serenidade, humildade, honestidade, tolerância e fé, porém uma nova fé que funciona, não aquela fé religiosa que pensávamos que tínhamos e que não funcionou quando apelamos para
ela, quando do nosso alcoolismo. Recebemos também, acima de tudo, uma nova consciência de Deus, através de nossas concepções puras, simples, sem preconceito ou medo.

Não devemos nos preocupar com o passado assim como não devemos nos preocupar com o futuro, porque ainda não chegou, devemos concentrar nossa vida no presente.
E é no presente que vamos reciclar as coisas do passado, sem dúvida preparar um futuro melhor.

O Décimo Passo oferece-nos a compreensão de uma qualidade de vida melhor. Já sabemos separar o certo do errado.
Temos condição de pedir perdão quando erramos e podemos aceitar o perdão e perdoar também; para podermos ter a mente aberta, foi preciso termos o despertar espiritual. Podemos manter a serenidade e o equilíbrio emocional, no nosso dia-a-dia.
Somos conscientes que todas as coisas que a vida nos oferece não nos pertencem, pois tudo que existe, não só na Terra mas no Universo, pertencem a Deus. Nós somos administradores depositários desses bens para manifestar a Sua vontade, em nosso benefício e de nossos irmãos.
Depois de moldarmos e adaptarmos este Passo à nossa vida, como um modo de aprendizagem, estamos sim atrás do aperfeiçoamento e não da perfeição.

No DÉCIMO PRIMEIRO PASSO vamos entrar em contato direto com Deus,através da prece e da meditação. A partir deste momento desperta em nosso coração uma grande vontade de viver, servindo de uma forma consciente às inspirações que nos chegam pela prece e meditação.
A nossa vida mudou completamente. ..Sentimos a presença de Deus se manifestando no nosso dia-a-dia, em nossas atitudes.. Uma consciência despertada nos permite um melhor relacionamento com esse Poder Superior, a todo o momento e onde estivermos.

Podemos aplicar duas formas de oração: a primeira é aquela que ao sair do coração espontaneamente, vai a Deus; não tem fórmulas específicas, mas é mais sincera, temos um dialogo franco.
A segunda, que não deixa de ter o mesmo valor, é a prece que aprendemos para rezar em conjunto com outras pessoas. EMBORA SEJA DECORADA DE MODELO PARA TODOS E QUANDO EM COMUNIDADE, NOSSA VOZ SE JUNTA A TODAS AS OUTRAS, NOSSO PENSAMENTO DEVE ESTAR EM SINTONIA COM O PODER SUPERIOR e desta forma receberemos suas bênçãos.
A meditação é algo ainda mais sublime, pois através dela nos colocamos em plena sintonia com Deus.
Dever ser feita num lugar onde o silêncio seja a nossa companhia, libertando da nossa mente os pensamentos ali existentes, assim como nossas emoções, permitindo dessa forma criar uma harmonia total, física, emocional e mental, para sentirmos a presença de Deus dentro de nós.

Após uma longa viagem de aprendizado e mudanças em nossas atitudes,chegamos por fim ao DÉCIMO SEGUNDO PASSO, que nos coloca em plena harmonia com Deus. Levar a mensagem ao alcoólico que ainda sofre é a função principal da Irmandade de Alcoólicos Anônimos. Envolvidos espiritualmente nos Passos, adquirimos o conhecimento necessário para que a mensagem alcance o recém-chegado de maneira correta.

Aqueles que vivem espiritualmente OS DOZE PASSOS sabem da felicidade e da alegria que é a presença de um recém-chegado à sua primeira vez. Aceitando-o plenamente, não notar nele suas vestes amarrotadas, sua barba por fazer, a higiene comprometida, o seu comportamento alcoólico e o cheiro do seu último trago. Sentiremos uma grande felicidade ao estender a mão, colocando-nos à disposição para transmitir nossas experiências recebidas do Poder Superior
através dos Doze Passos.

OS DOZE PASSOS são uma fonte inesgotável de espiritualidade onde se apóia nossa Irmandade, sugeridos a seus membros para uma renovação total de suas vidas, libertando-os não só do álcool, mas também da angústia e sofrimento, permitindo-lhe o reencontro com Deus.

COLOCADOS EM PRÁTICA, A RIQUEZA ESPIRITUAL CONTIDA NOS DOZE PASSOS É TÃO GRANDE, QUE TEMOS DIVERSOS AMIGOS NÃO ALCOÓLICOS QUE SE TÊM BENEFICIADO NO CRESCIMENTO ESPIRITUAL DE SUAS VIDAS, PRATICANDO OS DOZE PASSOS.

* Fernando Luiz Ribeiro Souza – Custódio não – alcoólico







PRIMÓRDIOS DA VIVÊNCIA

José Nicoliello Viotti
Presidente da Junta de Custódios (1984/1990)
"É com grande satisfação que, passados vinte anos, a Vivência, através de seus próprios erros e acertos, encontrou o seu próprio caminho, transformando-se no mais importante veículo de divulgação interna e externa de nossa Irmandade."

A Irmandade de Alcoólicos Anônimos vinha há muito reclamando a produção de uma revista nos moldes de "GRAPEVINE" e outras tantas já editadas em diversos países.
A Colômbia já editava "El Mensaje", o México, "A.A. Sobriedad", e a Inglaterra, "Share".
Além disso, a Alemanha, Finlândia, França e Canadá já tinham suas revistas.
No Brasil havia temores.
Quantos estarão dispostos a assinar? O ESG terá dinheiro para manter uma edição regular? Quem estará apto a dirigir a revista? A cada Conferência o assunto voltava à baila.
Em 1985, então reunida a Junta em Baependi, Minas Gerais, um companheiro de Campo Grande, MS, o Aragão, se ofereceu para lançar a Revista Brasileira de Alcoólicos Anônimos. A Junta pesou os prós e os contras e resolveu tomar uma atitude corajosa, confiando em que o Poder Superior continuaria de nosso lado e que não deixaria que nada de ruim nos acontecesse.
Assim, sob a direção técnica e intelectual de Aragão a Revista Brasileira de Alcoólicos Anônimos foi lançada no mês de novembro daquele mesmo ano, durante a realização do Seminário do Centro Oeste, realizado em Campo Grande. O lançamento foi festejado como um grande sucesso. Sucesso que durou pouco. Eis que nos dias que se seguiram ao lançamento algumas reclamações foram chegando, todas pertinentes, e que causaram um grande alvoroço e enorme preocupação para a Junta.
A Paraíba sediaria em 86 a X CONFERÊNCIA DE SERVIÇOS GERAIS e a Revista surgia como a principal divulgadora do evento.
Foi feito um artigo expondo as maravilhas da cidade sede, João Pessoa, e a importância do evento para toda a Irmandade. Foi estampada a foto de uma igreja, apontada como atração turística pela sua idade colonial e pelas obras de arte escultural e arquitetônica.
Os paraibanos constataram, logo a uma olhada, tratar-se de uma igreja do Recife e não de João Pessoa. Não se conformavam com as desculpas apresentadas e bradavam contra a Junta e contra o Diretor escolhido para o periódico.
Ao mesmo tempo chegam-nos as reclamações da Irmandade Al-Anon.
Atendendo convite da Revista para colaborar, a Irmandade de AlAnon do Brasil enviara um belo artigo para publicação. Ao receber o artigo, o Diretor da Revista nos consultou sobre o destaque que deveria ser dado a tal publicação, e nós não tivemos dúvida em determinar um lugar todo especial àquela matéria e que a mesma deveria estar ilustrada com uma foto representando uma família feliz. O Diretor, então, transferiu à gráfica essa determinação pedindo-lhes que buscassem em seus arquivos uma foto que viesse a ocupar um lugar de destaque ilustrativo da matéria apresentada. Uma bela foto foi publicada, de um cidadão sorridente, levantando uma criança também sorridente.
A Irmandade Al-Anon, porém, constatara que a fotografia era de um famoso inglês, "o ladrão do trem pagador", que vivia exilado no Rio de Janeiro para burlar os esforços da justiça da Inglaterra em levá-lo às barras os tribunais.
Apesar de nossos esforços no sentido de apresentar as melhores e mais esfarrapadas desculpas a Al-Anon e à Área da Paraíba, os ânimos só se pacificaram com o afastamento do Aragão da direção da revista. Assim, mal se lançara o número Zero da Revista Brasileira, ela já estava acéfala. Foi necessário que, às pressas, buscássemos uma solução. A revista, então, foi entregue aos cuidados do companheiro Chaves, residente em Brasília, que já vinha editando o boletim "BOB", um informativo do ESG. A revista, dessa forma, mudou-se para Brasília, onde era produzida, editada e enviada para São Paulo, para distribuição. Pouco tempo depois, por questão de economia, passou a ser distribuída da Capital.
Ali em Brasília a Revista, que ganhou o nome de VIVÊNCIA, escolhido entre diversos outros sugeridos, residiu por dois anos, tendo se mudado para Fortaleza, a cargo do companheiro Carvalho, que a editou e distribuiu com sucesso até 1993 quando, definitivamente, passou a ser produzida e distribuída na nossa sede em São Paulo.
Diversos companheiros nossos estiveram à frente da Vivência, todos eles emprestando a ela seu carinho e sua competência profissional, dando lhe a cada edição um passo à frente, de forma a dar-lhe beleza e qualidade editorial condizente com consistência da mensagem que se propõe a levar.
É com grande satisfação que vemos, passados vinte anos, que a Vivência, através de seus próprios erros e acertos, como tudo em A.A., encontrou o seu próprio caminho, transformando-se no mais importante veículo de divulgação interna e externa da Irmandade no Brasil.

Vivência n° 98 – Nov/Dez 2005



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