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RECANTO DA LEITURA

 
 
 
 
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  UNIDADE
Por Isaias

"Nosso bem-estar comum deve estar em primeiro lugar; a reabilitação individual depende da unidade de A.A."

O SEGUNDO LEGADO

A unidade entre os Alcoólicos Anônimos é a qualidade mais preciosa que a nossa sociedade possui. Nossas vidas e as vidas dos que ainda estão por chegar, dependem diretamente dessa unidade. Sem unidade o coração de A.A. deixaria de bater. De novo em sua prisão, os alcoólicos nos condenariam dizendo, "Que coisa formidável poderia ter sido A.A."
Liberdade individual e, não obstante, uma grande unidade. Bem-estar comum em primeiro lugar, porém a Irmandade que dispensa a mais carinhosa atenção aos seus membros individualmente. O direito individual de pensar, falar e agir livremente. Nenhum membro de A.A. pode obrigar um seu companheiro a fazer ou deixar de fazer o que quer que seja; ninguém pode punido ou expulso da sociedade. Os Doze Passos são sugestões. As Doze Tradições não contêm um só não faça. Elas não se cansam de repetir devemos, mas nunca "Você tem que!"
Uma irresistível força de propósitos e ação. Unicidade de propósitos (5ª Tradição).
A chave do paradoxo: a vida de cada A.A. depende da obediência a princípios espirituais. A obrigação de submeter-se a princípios espirituais. Se ele se afasta demais, o castigo é certo e rápido; ele adoece e morre. A princípio ele se submete porque a tanto é obrigado, mas depois descobre um modo de vida que realmente lhe agrada. A necessidade de passar, transmitir esta dádiva para outro, condição para mantê-la. A mensagem de A.A., a garantia de que ele e o outro sobrevivam. O Décimo Segundo Passo forma um Grupo. Uma nova descoberta: a maioria dos indivíduos não consegue se recuperar se não houver um Grupo. (As Doze Tradições)

Como disse Bill W., "aflora em cada membro a percepção de que ele não é senão uma pequena parte de um grande todo. ... que nenhum sacrifício de caráter pessoal é demasiado grande face à preservação da Irmandade... Ele aprende que o clamor dos seus desejos e das suas ambições internas deve ser silenciado sempre que possa prejudicar o Grupo. Torna-se evidente que o Grupo precisa sobreviver para que o indivíduo viva" (Livreto O Grupo de A.A.)
Quando um alcoólico aplica os Doze Passos de nosso Programa de Recuperação à sua vida pessoal, sua desintegração pára e sua unificação começa. O Poder que agora o prende num único conjunto supera aquelas forças que o estavam destruindo.
Exatamente o mesmo princípio se aplica a cada Grupo de A.A. como um todo. Enquanto as forças que nos unem provarem ser muito mais fortes do que as forças que nos dividiriam se pudessem, tudo estará bem. Estaremos seguros como movimento; nossa unidade essencial permanecerá com certeza.
A unidade de é tão vital para nós, membros de A.A. que não podemos nos arriscar tomando aquelas atitudes e práticas que têm às vezes desmoralizados outras formas de sociedade humana.
Mas a unidade de A.A. não pode se preservar automaticamente. Como a recuperação pessoal temos que trabalhar para mantê-la. Precisamos também aqui de honestidade, humildade, mente aberta, altruísmo e, acima de tudo  vigilância. Àqueles que estão chegando pedimos que reflitam sobre a experiência que temos tido de tentar trabalhar e viver juntos. Gostaríamos que cada A.A. tomasse tanta consciência dessas tendências perturbadoras que nos põem em perigo como um todo, como ele mesmo tem consciência daqueles defeitos pessoais que ameaçam sua própria sobriedade e paz de espírito. Nunca podemos nos esquecer que, sem unidade permanente, muito pouco podemos oferecer, no sentido de aliviar os milhares que ainda estão por unir-se a nós, em sua procura de liberdade.

Ninguém inventou Alcoólicos Anônimos. Ele brotou. Por ensaio e erro, tem produzido uma rica experiência. As lições aprendidas com nossas experiências valem muito. Adquirimos durante esses anos um grande conhecimento do problema de viver e trabalhar juntos. Se formos bem –sucedidos nisso  e conservarmos o sucesso  então, e somente então, nosso futuro estará assegurado.
Uma vez que a calamidade pessoal não mais escraviza, nosso maior motivo de preocupação vem a ser o futuro de Alcoólicos Anônimos; como preservar entre nós, A.As., essa poderosa UNIDADE para que nem a fraqueza das pessoas, nem a tensão e disputa destes tempos agitados possam prejudicar nossa causa comum. (A Tradição de A.A. como se Desenvolveu Por Bill W.).

Nas Tradições de A.A. está implícita a confissão de que nossa irmandade tem suas falhas. Confessamos que temos determinados defeitos, como sociedade, e que estes defeitos nos ameaçam continuamente. As Tradições nos orientam para melhorar nossa maneira de trabalhar e viver, e elas são também um antídoto para nossos diversos males. As Doze tradições são para a sobrevivência e harmonia do Grupo o que os Doze Passos de A.A. são para a sobriedade e paz de espírito de cada membro.
Mas as Doze Tradições também apontam diretamente para muitos de nossos defeitos individuais. Por dedução elas pedem a cada um de nós para deixar de lado o orgulho e o ressentimento. Elas pedem pelo benefício do Grupo, bem como pelo benefício pessoal. Elas nos pedem para nunca usar o nome de A.A. na busca de poder pessoal, fama ou dinheiro. As Tradições garantem a igualdade de todos os membros e a independência de todos os grupos. Em consideração ao bem-estar de toda a nossa irmandade, as Tradições pedem a cada indivíduo, cada Grupo e a cada setor de A.A. que ponham de lado todos os seus desejos, ambições e ações inconvenientes que possam ocasionar sérias divisões entre nós ou a perda de confiança que nos deposita o mundo todo.

As Doze Tradições de Alcoólicos Anônimos simbolizam a característica de sacrifício de nossas vidas em comum e elas constituem a maior força de UNIDADE que conhecemos. (Alcoólicos Anônimos Atinge a Maioridade)

* Companheiro Isaias



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