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RECANTO DA LEITURA

 
 
 
 
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  Primeiro Artigo:- A ESTRADA DA RECUPERAÇÃO

Ao iniciar minha caminhada em A.A., sóbrio e já com alguma sanidade me vejo por vezes divagando e filosofando sobre nosso programa de recuperação, que é simples para uma cabeça complicada como a minha
A estrada para a recuperação da doença chamada alcoolismo não é uma reta.
Há uma curva chamada “Dificuldade” e um trevo chamado: “Trevo do bêbado seco”.
Há um quebra-molas chamado “Companheiros de recuperação” e existem faróis de advertências chamados de “Freqüências às Reuniões”.
Há pneus furados chamados de diversos nomes como: “Desânimo”, “Defeitos de Caráter”, “Ingratidão”, Falta de Ação, e etc. Estes variam de acordo com a marca do veículo que por esta estrada trafega.
Mas se eu for proprietário de um carro de marca: “Princípios de Recuperação de A.A.”, se carregar comigo um estepe chamado “Determinação”, um motor chamado “Perseverança”, um seguro chamado: “Fé” e um motorista chamado “Poder Superior”, aí, sim, chegarei a um lugar com certeza melhor do que aquele de onde vim.
Este lugar é cheio de esperanças, alegrias, livre-arbítrio, desprovido de compulsões e promissor.
É um lugar cuja placa de sinalização indica: “Recuperação em A.A.”
Estando em recuperação e mantendo um contato consciente com meu Poder Superior nutro também o desejo de ajudar outros alcoólicos, garantindo assim, minha sobriedade e a manutenção da estrada que me conduz a esta maravilhosa Irmandade de Alcoólicos Anônimos.

Renato / Campos / RJ

Vivência Nº108 – Jul. / Ago. – 2007

Segundo Artigo:-

“Reflexões Diárias” 1 de janeiro.

“Eu SOU UM MILAGRE”

O fato central de nossas vidas hoje é a absoluta certeza de que o Criador entrou em nossos corações, de maneira realmente milagrosa, fazendo por nós o que nunca poderíamos fazer por nós mesmos.

‘ Alcoólicos Anônimos’

Realmente este é um fato na minha vida hoje, e um milagre real. Eu sempre acreditei em Deus, mas nunca pude dar um significado a esta crença.
Graças a Alcoólicos Anônimos, agora confio e conto com Deus como eu O entendo; estou sóbrio hoje graças a isto!
Aprender a confiar e a contar com Deus foi algo que eu nunca poderia fazer sozinho. Agora acredito em milagres porque sou um!

Terceiro Artigo:-

Na Opinião do Bill

1) Mudança de Personalidade

“Com freqüência se tem dito a respeito de A.A., que somente estamos interessados no alcoolismo. Isso não é verdade. Temos que vencer a bebida para continuarmos vivos. Masquem quer que conheça a personalidade do alcoólico, através do contato mais direto, sabe que nenhum alcoólico verdadeiro pára completamente de beber sem sofrer uma profunda mudança de personalidade”.

* * *
Achávamos que as “circunstâncias” nos levaram a beber, e quando tentamos corrigir essas circunstâncias descobrimos que não poderíamos fazer isso á nossa própria maneira; nosso beber se descontrolou e nos tornamos alcoólicos. Nunca nos ocorreu que precisávamos nos modificar para ajustar às circunstâncias, fossem elas quais fossem.

1- Carta de 1940
2- Os Doze Passos e As Doze Tradições

Quarto Artigo:-
‘Experiência de Recuperação.’

Primeiro Passo

‘Admitimos que éramos impotentes perante o álcool – que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas’

Companheira : CÉLIA

Meu nome é Célia e eu sou uma alcoólatra .
Falo isso, pois preciso ouvir de minha própria boca que sou portadora de uma ‘doença incurável’ e que poderá me levar a loucura e a morte.
Aceitei a derrota total e moral e Espiritual, e que sou impotente perante o álcool .
Esse é o único Passo que fala do álcool.
Nele também está escrito admitir e aceitar essa Doença, e para isso temos que ser rigorosamente honestos e tolerantes, ou seja, termos um pouco de humildade para aceitar ajuda, somente assim esse passo se tornará 100% praticado. Sozinha nunca consegui parar.
Aceitar que é uma doença, Física (alergia, Mental (obsessão ) e Espiritual (ausência de fé e egocêntrica total )
Que somente um ato da providência poderia remover o nosso modo de beber destrutivo.

Eu tentei parar por muitas, mas sempre voltei a beber.

Tentei na Igreja, nos templos de Umbanda, nas Filosofias e por várias vezes na psiquiatria. Todos me tentaram me ajudar, mas estava com a ‘mente fechada’ sem consciência da minha compulsão, estava no fim e não percebia.

Eu só queria beber umazinha e bebia um monte, não me lembro de começar a beber e acordar sem culpa, remorso e vergonha.

Isso me levou ao Inferno que somente vocês podem entender.

O “nós” do Primeiro Passo diz que agora fazemos parte de uma Irmandade que nos ama. Estamos com pessoas iguais a nós. Não precisamos lutar mais sozinhos. Eu não sei quanto a vocês, mas eu perdi a moral, não tinha mais confiança de ninguém. Mentia para mim,para os outros e o que é pior,acreditava nas minhas mentiras.
A velha frase, amanhã eu paro.
Juro que vou beber só um pouquinho.
Deus não gosta de mim e por isso eu bebo.
Eu era um poço de auto-piedade ou uma Bêbada cheia de Raiva e Ressentimento.
Mas acreditem me achava humilde e boazinha, afinal eu bebia nos lugares mais simples, famosos Botecos e com pessoas bem inferiores a mim. Era lá que eu me sentia importante, tal era minha arrogância e prepotência.
Lá naquele Boteco era o único lugar que me aceitavam, e mesmo assim às vezes o lixo era mais importante do que eu.
A Doença da negação. É muito comum ouvirmos companheiros(as), dizerem em seu depoimento que não haviam chegado ao ‘fundo de poço’. Dão mais importância às perdas materiais, do que os danos morais .
E ainda quero ter o controle da vida , quando na verdade se eu tomar o primeiro gole , esse primeiro gole me leva a perder totalmente o governo da minha vida.
Por isso venho me mantendo longe do álcool, da forma que me foi sugerido :
Evitando o Primeiro Gole
Freqüentando as Reuniões
Praticando a terapia do Telefone
Utilizando a prática das 24hs


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