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RECANTO DA LEITURA

 
 
 
 
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  A Unidade em AA

Como nós, membros de A. A. preservaremos melhor nossa unidade?

Quando um alcoólico aplica os Doze Passos de nosso programa de recuperação à sua vida pessoal, sua desintegração pára e sua unificação começa. O Poder que agora o prende num único conjunto supera aquelas forças que o estavam destruindo. Exatamente o mesmo princípio se aplica a cada grupo de A.A. e a Alcoólicos Anônimos como um todo. Enquanto os laços que nos unem provarem ser muito mais fortes do que as forças que nos dividiriam tudo estará bem. Estaremos seguros como movimento; nossa unidade essencial permanecerá com certeza. Se, como membros de A.A., cada um de nós pode recusar prestígio público e renunciar a qualquer desejo de influência pessoal; se, como movimento, insistimos em permanecer pobres, a fim de evitar disputas a respeito de grande propriedade e sua administração; se nós constantemente rejeitamos todas as alianças políticas, sectárias ou quaisquer outras, evitaremos a divisão interna e a notoriedade pública;
se, como movimento, continuarmos sendo uma entidade espiritual, interessada somente em levar nossa mensagem aos companheiros sofredores, sem recompensa financeira ou obrigação, apenas então podemos efetivamente concluir nossa missão. Está cada vez mais claro que nunca deveríamos aceitar benefícios temporários, ainda que sejam os mais tentadores, se esses consistirem em consideráveis somas de dinheiro, ou puderem nos envolver em alianças polêmicas e de endosso, ou puderem tentar alguns de nós a aceitar, como membros de A.A., publicidade pessoal, a nível de imprensa ou rádio. A unidade é tão vital para nós, membros de A.A., que não podemos nos arriscar tomando aquelas atitude e práticas que têm às vezes desmoralizado outras formas de sociedade humana. Até aqui temos sido bem sucedidos, porque temos sido diferentes. Que possamos continuar a ser assim! Mas a unidade de A.A. não pode se preservar automaticamente. Como a recuperação
pessoal, teremos sempre que trabalhar para mantê-Ia. Também aqui precisamos de honestidade, humildade, mente aberta, altruísmo e, acima de tudo vigilância. Assim, nós que somos mais antigos em A.A. pedimos a vocês, que são mais novos, para ponderarem cuidadosamente a experiência que temos tido de tentar trabalhar e viver juntos. Gostaríamos que cada A.A. tomasse tanta consciência dessas tendências perturbadoras que nos põem em perigo como um todo, como ele mesmo tem consciência daqueles defeitos pessoais que ameaçam sua própria sobriedade e paz de espírito. Movimentos inteiros anteriormente se desfizeram por falta de unidade. Os "Dozes Pontos da Tradição de A.A." constituem nossa primeira tentativa para estabelecer princípios sólidos da conduta de grupo e relações públicas. Muitos A.As. já sentem que essas Doze Tradições são sólidas o suficiente para tomar-se o guia básico e a proteção para A.A. como um todo; que devemos
aplicá-Ias tão seriamente à vida de nosso grupo como fazemos com os Doze Passos de recuperação para nós mesmos. Para se falar disso, será preciso muito tempo. Nunca podemos nos esquecer que, sem unidade permanente, muito pouco podemos oferecer, no sentido de aliviar os milhares que ainda estão por unir-se a nós, em sua procura de liberdade.

(Fonte: Livrete "A Tradição de A.A." Como se desenvolveu, por Bill W.)

Vivência nº 107 - Mai/Jun. - 2007



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