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RECANTO DA LEITURA

 
 
 
 
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  O SERVIÇO EM AA, COMPLEMENTA A RECUPERAÇÃO.
Vou falar da minha experiência e do entendimento que só fui ter mais tarde, de como estava equivocado em minhas interpretações dos três legados de A.A.
O Grupo em que ingressei era novo, primeiro grupo do interior do estado do Rio Grande do Sul, tinha poucos livros, pouca experiência, o próprio A.A. tinha chegado ao Rio Grande há pouco mais de quatro anos. Nos primeiros dias colocaram-me na secretaria, e não sai mais dos serviços (só de faz de conta, muitas vezes, naquela época), uns dez anos só no grupo, entre coordenação, secretaria e tesouraria, e mais tarde RSG e RI, que hoje é o RCTO; muitas vezes fui a assembleias, seminários e encontros, mas não como servidor naquele tempo, foi bom não ter ido adiante antes coma tal, pois eu não tinha tolerância e conhecimento suficiente para isso, e fiz muita confusão mesmo assim, pois queria colocar minha pressuposta sabedoria à frente de tudo. Fez vinte e quatro anos em que girei entre a área, o distrito e o grupo, sempre no serviço, nos últimos dois anos deixei de prestar serviço também no grupo, mas felizmente nunca abandonei a recuperação (primeiro legado) agradeço muito ao PS por isso. Aliás a ordem dos legados no triângulo, segundo entendo é a que devo aplicar: Recuperação, Unidade e Serviço; entendi também, que quando eu cheguei ao final do terceiro legado, eu tenho 36 princípios para usar por toda a minha vida, cada um no momento em que se tornasse necessário, e que consolidam cada vez mais meu equilíbrio e bem-estar, procurando cada dia ser um pouquinho melhor do que ontem, e só fazer comparações comigo mesmo, entre o meu ontem e o meu hoje, e fazer só o meu próprio inventário, apesar de que no serviço devo apontar o que me parece incorreto, isto não é crítica nem julgamento.
Entendi mais tarde que não da certo para todos ingressar direto no serviço como no meu caso, felizmente para mim deu, mas já conheci casos de até um ano que redundaram em recaída, às vezes perturba o(a) companheiro(a), pois as reuniões de serviço são mais ativas, e muitas vezes os mais novos não estão preparados para os embates de opiniões. A.A. tem experiência sobre isso e nos dá o tempo conveniente, e há razões para isso, como vou explicar para um novato diante dos demais, que ele está muito perturbado ainda e que o outro não, fica difícil, ele jamais entenderá, e jogá-lo na fogueira pode ser fatal, e alguns efetivamente não têm condições para exercer determinados serviços no início. Quando entrei queria reformar A.A., eu era muito inteligente para aceitar os princípios e experiências sem contestar, a minha interpretação sempre era a melhor; isto entretanto foi diminuindo, mas de vez em quando ainda me encontro agindo um pouco assim, o importante é que hoje me dou conta disso e não sofro por não proceder tão corretamente como queria, procuro mudar e me aceito assim. Queria por exemplo que se lesse no grupo a bíblia, outros pensamentos e literatura que eu achava bonitas, bons e úteis, alguns textos escritos por companheiros, etc.
Custei a aceitar a informação dos companheiros de que A.A. nos sugeria que não usássemos em nossas reuniões, literatura não aprovada por A.A., para não gerar controvérsia, isto se encontra explícito e implícito em muita literatura de A.A. e numa recomendação de nossa Conferência. Aceitei, de que eu poderia falar de qualquer coisa que me incomodasse, desde que com isso eu não defendesse, nem acusasse qualquer Instituição ou Organização de qualquer espécie, religiosa, social, política partidária, etc., pois ai geraria controvérsia; se eu declarasse que a psiquiatria não resolveu meu problema de beber, mas não criticasse nem defendesse, quer seja Freud, Yung ou outros psiquiatras, isto não feriria princípios A.A.; eu posso falar de meus problemas, o que não devo é tocar nas feridas das discórdias humanas, quer sejam de ordem religiosa, política, sindical, social, de saúde, filosófica ou de reforma, etc., defendendo ou acusando alguma, pois certamente terei um irmão ou irmã de doença em nossa A.A., que pertence a alguma delas e tenderá a defendê-la ou a acusá-la conforme o caso. Custei a entender que A.A. estava pronto e que o melhor que eu poderia fazer, era procurar interpretar coletivamente seus princípios e me render a eles e a sua experiência, e para isso passei a frequentar todos os encontros, seminários de quaisquer questões de A.A. até há pouco tempo, como única forma de encontrar a melhor interpretação, pois me ficou bem claro, que minha interpretação sozinho, ou restrita às experiências de poucos grupos, era sempre falha, pois eu colocava ali minha tendência de motivação interior psicológica e inconsciente, puxava a brasa para meu assado como se diz. Hoje procuro ser isento nas interpretações.
Falo de experiência própria e de muitos outros companheiros(as), aliás as duas fontes da experiência que é a única fonte de conhecimento verdadeiro. A sabedoria só tem uma origem, a Divina, e A.A. está impregnada dela, mas o Deus de meu entendimento, utiliza os seres humanos para me passar Sua sabedoria, a partir do momento que estou pronto para isso, por esta razão é que tenho muito pouca ainda.
Abraços fraternos, paz, luz e mais 24 h sóbrias.

arco



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