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RECANTO DA LEITURA

 
 
 
 
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  JUNAAB INFORMATIVO _
“CTO”[Comitê Trabalhando com os Outros-N°8 ] NOV//DEZ. –ANO –1966.

Publicação do Comitê T.O.da JUNTA SERVIÇOS GERAIS de A.A. do BRASIL .

Página , 3

TÌTULO :_ CONTRIBUIÇÂO AO GRUPO É VOLUNTÁRIA...

O QUE PECISAMOS MELHORAR ?

AUTOR :- DILSON F.-V ENCONTRO DE A.A. do AMAZONAS .

Seguramente, não temos assunto mais palpitante, no presente estágio da nossa Irmandade , do que a auto-suficiência á luz da Sétima Tradição , visto que o assunto é , sem dúvida , de natureza controvertida .

Entretanto, se atentarmos para a associação do material com o espiritual ,verificamos que esta auto-suficiência do Grupo tem tudo a ver com a nossa auto-suficiência
Espiritual .

OU seja ,a libertação dos nossos mais profundos receios de assumirmos a manutenção, não temos mais desculpas prontas para justificar nossa auto –suficiência na sacola e,
sobretudo , nos serviços .

È muito comum ouvirmos nos Grupos que A.A. não precisa de dinheiro, o que efetivamente não corresponde á REALIDADE.

EM algumas palestras que temos feitos em nossa comunidade procuramos sempre mostrar aos companheiros que não devemos dizer “meias verdades”, como fizemos durante muitos anos enquanto estávamos na ativa;faz-se necessário adotarmos uma postura adulta.

Claro que não devemos colocar o dinheiro á frente das coisas de A.A., entretanto não devemos deixá-lo para trás ou ignorar aparentemente sua necessidade , e sim procurar
administrar nossas necessidades nossas necessidades com nossa capacidade financeira coletiva .


Verificamos sistematicamente que nossos Eventos, em sua maioria, sempre são propostos e planejados,cercados de grandeza além da nossa realidade, muito mais para mostrarmos aquilo que não possuímos .

Então acontece o que temos visto com freqüência em nossos Grupos –Reuniões Informativas sem Público .

Somos , então , a nos empanturrar de bolos e salgadinhos para,
posteriormente , pagarmos a despesa sacrificando os serviços essenciais , como
se o público comparecesse ás nossas reuniões para comer e não para buscar
conhecimento acerca do problema do alcoolismo e sua possível solução .

O alcance da Sobriedade é, obrigatoriamente, precedido de várias posturas (Interior e Exterior), que determinam efetivamente se temos Sobriedade.

Pois ‘Sobriedade é um estado da Alma que se reflete em todas as nossas atitudes e é, sobretudo, dentro do Grupo que este Reflexo se faz presente e necessário’.

Cabe aqui apresentarmos algumas questões que insistentemente ouvimos em nossos grupos:como sairmos do fundo da Igreja ,se não temos dinheiro para pagar aluguel de uma Sala?

Quem assume as responsabilidades contratuais para pagar uma sala?

Quem assume as responsabilidades contratuais pela locação?

COMO vamos administrar o Grupo, se não podemos pagar ninguém?

Quem vai coordenar nossas Finanças com responsabilidade quando elas existirem?

A exigência de Mais uma sacola Substancial não vai afastar nossos companheiros do Grupo?

SEGUE assim o interminável rosário de perguntas, naturalmente sem respostas, até porque nós não queremos respostas, pois respondê-las envolve sermos obrigados a assumir nossas responsabilidades pessoais para com um grupo.

É melhor deixar que os outros companheiros a assumam, pois não temos tempo; não estou disponível, minhas responsabilidades atuais não permitem, e assim por diante.

Temos também nosso arsenal de desculpas perfeitamente alinhado com nossas necessidades e, é claro, são bem maiores que as necessidades do grupo.

Esquecem os companheiros, que sem o grupo não há sobrevida; digo sobrevida, porque muitos de nós estávamos morrendo quando aqui chegaram e, se não tivessem ficado, seguramente já teriam morrido.

Contudo, de repente descobre-se que nossos afazeres atuais são muitos e muito mais importantes que a manutenção do nosso do nosso grupo de forma independente: em sua própria casa, com autonomia de funcionamento nos dias e horas que nos pareçam mais adequados às nossas necessidades.

Sempre que abordamos este assunto, geralmente a primeira pergunta é: quem e como pagar as despesas se a nossa sacola não permite?

Do nosso ponto de vista, o que falta é vontade coletiva ou ausência de liderança constante para levar em frente um projeto de auto-suficiência com planejamento adequado e possível de realizar sem os desejos de fazer o melhor grupo da área, o melhor equipamento, o que promove as maiores festas, etc.

Se há de fato uma liderança, seguramente se encontrará a solução mais racional.

Porém podemos oferecer algumas sugestões devidamente testadas que deram certo:
primeiro, reunir alguns companheiros sóbrios e propor a criação de um grupo
auto-suficiente; contudo, não esquecer que ao concordar, estes assumam a
responsabilidade com os encargos financeiros da sacola; segundo, logo que os
“novos” forem chegando, devemos convidá-los, de imediato, para os serviços,
pois o grupo é deles.

Entendemos assim, que estamos carecendo de mais conhecimento das coisas de A.A.

Procurar ser parte de A.A., de perceber que sem A.A. não somos nada, é manter viva a esperança de uma vida mais longa e, seguramente, mais feliz.

Busquemos, portanto, tornar nossos grupos auto-suficientes, sem temores: quem passou por onde passamos não deveria ter nenhum receio de que algo pior irá nos acontecer.

Não podemos nos esquecer que o nosso inimigo em comum nos espreita em todos os lugares; só com a proteção de Deus e nos mantendo unidos é que resistiremos.


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