Visitantes Online:  18

Home Page » Recanto da Leitura  
 
 
 
 

RECANTO DA LEITURA

 
 
 
 
<<< VOLTAR

  Alcoólicos Anônimos
Primeiras Noções

O que é e como começou

Alcoólicos Anônimos, mais conhecido como A.A., é uma irmandade de homens e
mulheres, portadores do alcoolismo, contando hoje com mais de 2 milhões de
membros em todo o mundo, que compartilham entre si suas experiências, forças
e esperanças, a fim de resolver seu problema comum e ajudar outros a se
recuperarem do alcoolismo.O que é e como começou

Alcoólicos Anônimos, mais conhecido como A.A., é uma irmandade de homens e
mulheres, portadores do alcoolismo, contando hoje com mais de 2 milhões de
membros em todo o mundo, que compartilham entre si suas experiências, forças
e esperanças, a fim de resolver seu problema comum e ajudar outros a se
recuperarem do alcoolismoe Dr. Bob, um médico de Akron, ambos casos graves
de alcoolismo, sendo que Bill W., o corretor, há seis meses havia se
libertado da obsessão pela bebida.
Antes de sua viagem a Akron, o corretor havia trabalhado longas horas com
muitos alcoólicos, seguindo a teoria de que um alcoólico poderia ajudar a
outro alcoólico melhor do que qualquer outra pessoa. Todavia, apenas
conseguiu manter sóbrio a si mesmo. Bill W. tinha viajado a fim de tratar de
um negócio que fracassou, deixando-o com muito medo de recomeçar a beber.
Subitamente, reconheceu que para ajudar-se, precisaria tentar ajudar outro
alcoólico. Juntos, Bill W. e Dr. Bob, trabalharam incansavelmente com outros
bebedores-problema e em torno deles cresceu esta Irmandade, hoje conhecida
mundialmente como Alcoólicos Anônimos – A.A.

A Irmandade nos dias de hoje

Iniciada assim, a irmandade de Alcoólicos Anônimos, ao longo de mais de seis
décadas de existência, teve seu crescimento marcado pela discrição e recato
nas suas relações com a sociedade em geral. Estima-se em cerca de 97 mil o
número de Grupos espalhados em 151 países por todo o mundo e que esses
Grupos abrigam mais de 2 milhões de membros praticando o Programa de
Recuperação de A.A.

Como os membros mantêm a sobriedade

A.A. sugere um programa de total abstinência alcoólica. É importante,
imprescindível mesmo, que o membro EVITE O PRIMEIRO GOLE, um dia de cada
vez. A experiência vivida em A.A. é a de que a abstinência absoluta somente
pode ser conseguida sem a ingestão do primeiro gole, seja qual for a bebida
alcoólica. A sobriedade, tal como é entendida em A.A., é alcançada pelo
compartilhar de experiências, forças e esperanças nas reuniões de Grupo, bem
como pela observação dos DOZE PASSOS sugeridos para a recuperação do
alcoolismo. Os membros de A.A. sabem que jamais conseguirão beber
controladamente e não mantêm a ilusão de que, trocando a cachaça pelo
uísque, cerveja ou vinho, possam transformar-se em bebedores sociais. Os
Doze Passos de A.A. encontram-se no final deste livrete.

As Doze Tradições de A.A.

A unidade de A.A. se apóia nas DOZE TRADIÇÕES e se concretiza pela
voluntária aceitação e observância desses princípios, publicados no final
deste livrete. No livro Os Doze Passos e As Doze Tradições, esses costumes
tradicionais são comentados e explicados como sendo os princípios maiores da
Irmandade, os quais abrangem desde o comportamento do membro no Grupo; de um
Grupo com os outros Grupos e com a sociedade; e até da Irmandade, como um
todo, com a sociedade em geral.
As Tradições de A.A., como normas de procedimento, não possuem poder legal
punitivo, pois não estabelecem penas aos seus infratores. Porém, esclarece
aos membros de A.A. que a violação sistemática de seus princípios pode levar
o indivíduo de volta ao copo, e o Grupo à dissolução. As Tradições
constituem-se no único instrumento de que dispomos para manter nossa unidade
em todo o mundo.

O porquê do anonimato

O anonimato pessoal é tido como o alicerce espiritual de A.A. Ele disciplina
o comportamento dos seus membros na ausência de autoridades que os governem
dentro de uma hierarquia estabelecida por estatutos ou regulamentos. Somos
uma Irmandade onde todos são iguais. O nosso esforço é para tomar conhecido
o Programa de Recuperação e não as pessoas que dele participam. O anonimato
em nível de mídia (rádio, TV, cinema e imprensa) significa segurança para
que todos os membros de A.A. não fiquem expostos, especialmente os
recém-chegados

As finanças de A.A.

O princípio da auto-suficiência de A.A. está fundamentado na SÉTIMA
TRADIÇÃO, ao recomendar que os Grupos de A.A., bem como os organismos de
serviço, sejam mantidos unicamente pela contribuição espontânea dos membros
da Irmandade e, em nenhuma hipótese, aceitem contribuições de não-membros,
de instituições particulares ou de órgãos governamentais, em dinheiro, ou em
material. Nenhuma Tradição de A.A. nasceu tão dolorosamente como esta.
Primeiro, o medo de sermos explorados; segundo, separar o espiritual do
material e, por último, evitar o poder econômico. A decisão foi a da
contribuição voluntária, unicamente pelos membros de A.A. e a adoção de uma
política de não acumular riquezas e bens patrimoniais.

Quando e como A.A. chegou ao Brasil

Documentos do acervo histórico da Irmandade nos dão conta de que membros de
A.A. dos EUA – executivos em missão profissional –, teriam chegado ao Brasil
primeiramente em 1945. Mas só no ano seguinte, com a chegada de Herbert D.,
se iniciaria o serviço do Décimo Segundo Passo a brasileiros. De acordo com
esses documentos, o primeiro Grupo foi denominado "Grupo de A.A. Rio de
Janeiro", ou "A.A. Rio Nucleus", para os americanos. Esse Grupo seria o
resultado das reuniões que os americanos realizavam, em rodízio, por suas
residências, a partir do ingresso de membros brasileiros.
Ainda em face desses documentos, a data do início de A.A. no Brasil, como
atividade grupal, foi convencionada, posteriormente, pela JUNAAB, como sendo
o dia 5 de setembro de 1947, data do ingresso do primeiro AA brasileiro, de
nome Antônio. Seis meses mais tarde, ingressou Harold W., e depois outros
brasileiros.
Em abril de 1952, o incipiente A.A. brasileiro passou a receber ajuda
valiosa do saudoso Dr. Paulo Roberto, radialista de grande audiência, no
apogeu do nosso rádio que, através de seus programas Nada Além de Dois
Minutos e Obrigado Doutor, divulgou A.A., assim como também outro radialista
de renome, Lourival Marques, pelo seu programa Seu Criado, Obrigado. A
partir daí, A.A. do Brasil teve o desenvolvimento que hoje resulta em mais
de 5 mil Grupos em todo o país, estimando¬se em centenas de milhares de
alcoólicos em recuperação nestes nossos dias.

Relações de A.A. com outras entidades

A Irmandade tem pautado as suas relações com outras entidades interessadas
no alcoolismo pela cooperação, sem afiliação. Não apóia nem combate
quaisquer causas. Dessa forma, A.A. e seus membros têm conseguido se manter
à margem de qualquer controvérsia pública, quer no campo da medicina, da
política ou da religião.

Relações de A.A. com a medicina

A presença da medicina em Alcoólicos Anônimos teve o seu registro inicial
antes mesmo da existência da Irmandade. Essa presença benéfica, sob todos os
aspectos, começou pelo incansável Dr. Willian Duncan Silkworth (que tratou
de Bill), entusiasta propagador da abordagem de AA. sobre o alcoolismo, no
Dr. Harry Tiebout, o primeiro psiquiatra a aprofundar a aceitação universal
de A.A. Também um dos co-fundadores de A.A., o Dr. Bob, foi ao mesmo tempo
médico e portador da doença do alcoolismo. Ainda que sua participação como
um dos iniciadores de A.A. não se tenha dado na condição de médico, não há
como negar ter Alcoólicos Anônimos nascido pela mão de um médico. O folheto
Alcoólicos Anônimos e a Classe Médica, registra a estreita convivência de
A.A. com inúmeros médicos, entre eles o Dr. Marvin A. Block, do Comitê sobre
Alcoolismo da Associação Médica Americana, o Dr.. Karl Menniger, Dr. Merril
Moore, Dr. John L. Norris e o Dr. Gordon Patrick, os dois últimos
ex-presidentes da Junta de Custódios dos EUA/Canadá.
Da mesma forma, também no Brasil, desde seu início, A.A. tem mantido
estreita e proveitosa convivência com médicos e a medicina em geral, a
começar pelo já mencionado Dr. Paulo Roberto, continuando com os Drs. Helena
Daher, Telêmaco Gonçalves Maia, Oswald de Moraes Andrade, Décio Parreiras,
Pernambuco Filho, Adriano Taunay, Jacques Mongruel, além de inúmeros outros,
sendo impossível nomeá-los todos aqui.
Também a Junta de Serviços Gerais de A.A. do Brasil (JUNAAB), definida em
outro parágrafo deste folheto, contou, desde a sua criação, em 1982, com
proeminentes nomes da medicina e outros segmentos profissionais nas funções
de Custódios não¬alcoólicos. Entre eles estão Dr. Jurandyr Barcellos, Gen.
Olympio de Sá Tavares, Dr. José Nicoliello Viotti (84/90), Dr. Sérgio Paula
Ramos (90/93), Dr. Oscar R. B. Cox (93/96) e o Dr. Laís Marques da Silva
(89/97). Atualmente contamos com o Dr. Luiz Renato Carazzai, Dr. José
Hamilton Maciel Silva e Fernando Luiz Ribeiro Souza.

A.A. e a religião

Embora não adotando nenhuma religião em particular, a irmandade de
Alcoólicos Anônimos assimilou e incorporou aos seus princípios básicos
alguns dos ensinamentos espirituais e morais comuns a todas as denominações
religiosas. Profunda, gratificante e, sobretudo, inspiradora, foi a
assistência recebida pelos co-fundadores de A.A. do padre Ed Dowling, da
Ordem Jesuíta de St. Louis, e do clérigo episcopal Sam Shoemaker, tido como
o principal inspirador dos Doze Passos de A.A.
A Irmandade tem encontrado estímulo e apoio por parte de líderes religiosos
em todos os países onde se instalaram Grupos de A.A., independentemente da
religião predominante em qualquer desses países. O Brasil não foge a essa
regra geral, onde a grande maioria dos Grupos está instalada em salões
paroquiais, predominando, como é natural, os pertencentes à Igreja Católica.
A exemplo do que acontece com médicos amigos, também alguns religiosos
participaram e participam ativamente dos serviços organizados de A.A. em
diversos países. Durante seis anos (86/ 92), a Junta de Custódios do Brasil
contou com a eficiente colaboração do professor e pastor evangélico Joaquim
Luglio, da cidade de Valinhos, São Paulo, na condição de Custódio
não-alcoólico, e administrativamente, como Tesoureiro Geral da Junta de
Serviços Gerais de A.A. do Brasil.

Os serviços de A.A. do Brasil

Alcoólicos Anônimos, enquanto irmandade, não pode e não deve ser formal e
legalmente organizada. Entretanto, as relações entre os seus membros e
Grupos e entre estes e a sociedade em geral, exige a criação de juntas e
comitês de serviços. Para atender a essa exigência, criaram-se organismos de
serviços, alguns informais e outros na forma de sociedades civis, sem fins
lucrativos. São exemplos desses organismos, a CONFERÊNCIA DE SERVIÇOS
GERAIS, que é o órgão maior de deliberações da Irmandade. A Conferência, tal
como é conhecida, compõe-se de dois Delegados de cada Área, hoje
correspondendo geograficamente a cada Estado da Federação. Esses Delegados
são eleitos pelas Assembléias de Áreas (Estados), e têm mandato de dois
anos. A Conferência se reúne, ordinariamente, uma vez por ano para deliberar
sobre assuntos gerais de A.A., no tocante a serviço e recomenda à JUNAAB a
execução do que decidiu.
A JUNTA DE SERVIÇOS GERAIS DE A.A. DO BRASIL – JUNAAB é, portanto, a
executora das deliberações da Conferência, contando para isso com o
Escritório de Serviços Gerais – ESG e com os Comitês de Serviços. A JUNAAB
está organizada como pessoa jurídica na forma de sociedade civil, sem fins
lucrativos.

O que é a Junta de Custódios?

A Junta de Custódios é, fundamentalmente, a diretoria da JUNAAB. Essa
diretoria é constituída de 9 Custódios: 6 membros de A.A. e 3
não-alcoólicos, todos eleitos pela Conferência.
Os seis Custódios alcoólicos são escolhidos entre candidatos apresentados
pelas Áreas; deverão ter 10 anos ou mais de sobriedade contínua no programa
de A.A. e folha de serviços prestados nos diversos organismos. A esses
Custódios estão reservados os cargos de 2º Vice-Presidente, 2º Tesoureiro,
Secretário Geral, Secretário Adjunto e dois Diretores Adjuntos, substitutos
eventuais de qualquer dos cargos acima.
Os três Custódios não-alcoólicos são escolhidos pela comunidade de A.A.
entre os cidadãos amigos, colaboradores e conhecedores dos princípios da
Irmandade. A esses Custódios estão reservados os principais cargos dentro da
JUNAAB, quer quanto à administração, quer quanto aos princípios de A.A.: a
Presidência e a Vice-Presidência, em razão da representatividade a nível
público, e a Tesouraria Geral.
Apesar de investidos de competência legal, os Custódios, conhecedores de
A.A., são apenas servidores de confiança, responsáveis perante aqueles a
quem servem. Praticam atos administrativos, mas não exercitam atos de
governo. Tradicionalmente, os Custódios são tidos como os guardiões dos
princípios da Irmandade.

A literatura de A.A.

Alcoólicos Anônimos conta com um acervo de livros, livretes e folhetos que
descrevem o funcionamento de A.A., seu programa de recuperação, suas
Tradições e seu histórico.
Aborda não somente os meios necessários e indispensáveis à recuperação de
alcoólicos como também fornece, ao público e aos profissionais ligados à
área do alcoolismo, os subsídios inerentes à Irmandade como um todo.
Essas publicações, com raríssimas exceções, são produzidas pela estrutura de
A.A americano/canadense, e traduzidas, com autorização, pelas centenas de
estruturas de AA. espalhadas por todo o mundo.
A relação da literatura oficial de A.A. e onde adquiri-la, encontra-se no
final deste livrete.

A revista Vivência

A revista Vivência é uma publicação da Junta de Serviços Gerais de A.A. do
Brasil, através de seu Comitê de Publicações Periódicas. Veicula artigos
retratando o modo de vida de Alcoólicos Anônimos, baseados em experiências
pessoais dos membros da Irmandade. Publica também artigos de pessoas
não ¬alcoólicas, que colaboram espontaneamente com a revista. A Vivência
funciona como uma amostra atual do pensamento e evolução de AA. no Brasil.
Além de representar um importante fórum para troca de experiências, a
Vivência tem a finalidade de mostrar nosso programa de recuperação às
pessoas que desconhecem Alcoólicos Anônimos. As páginas da Vivência trazem a
visão de como cada membro de A.A., individualmente, aplica em sua vida o
programa de recuperação, e são um fórum para as mais variadas opiniões de
A.A. do Brasil.
Os artigos não pretendem ser comunicados oficiais de Alcoólicos Anônimos
enquanto irmandade, e a publicação de qualquer artigo não implica que
Alcoólicos Anônimos e a revista Vivência estejam de acordo com as opiniões
nele expressas.
Constantemente, o Comitê responsável pela edição da revista recebe
colaborações para publicação. São artigos, ilustrações, fotos, etc., que
sempre são bem-vindos; no caso de artigos, solicitamos que o autor mencione
autorização para publicação, ao final da matéria.
A revista é bimestral e a cada edição pelo menos oito matérias são relativas
a um tema específico. Os demais artigos tratam de assuntos gerais, inclusive
depoimentos e artigos traduzidos de revistas de A.A. de outras partes do
mundo. Temos também várias seções fixas, como por exemplo, uma que divulga a
literatura de A.A.; um espaço para notícias em geral; uma seção que fala
sobre os próximos eventos e outra que trata de assuntos ligados à Irmandade
na Internet, além de todos os endereços dos escritórios locais de AA. no
Brasil.
As assinaturas da Vivência são anuais, ou seja, seis edições, e podem ser
feitas por qualquer pessoa, membro de A.A. ou não.
Os organismos de serviços em nível estadual e local



<<< VOLTAR