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RECANTO DA LEITURA

 
 
 
 
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  CONFIANÇA




“Reflexões Diárias”














“EU SOU UM MILAGRE”









O fato central de nossas vidas
hoje é a absoluta certeza de que o Criador entrou em nossos corações, de maneira
realmente milagrosa, fazendo por nós o que nunca poderíamos fazer por nós
mesmos.









Realmente este é um fato na minha vida hoje, e um milagre real.
Eu sempre acreditei em Deus, mas nunca pude dar um significado a esta crença.




Graças a Alcoólicos Anônimos, agora confio e conto com Deus como
eu O entendo; estou sóbrio hoje graças a isto!




Aprender a confiar e a contar com Deus, foi algo que eu nunca
poderia fazer sozinho. Agora acredito em milagres por que eu sou um!









A VERDADEIRA INDEPENDÊNCIA









Quanto mais nos dispomos a
depender de um Poder Superior, mais independentes nos tornamos.









Começo a confiar em Deus com uma vontade pequena e Ele faz com
que essa vontade cresça. Quanto mais boa vontade tenho, mais confiança ganho, e
quanto mais crença ganho, mais boa vontade tenho. Minha dependência de Deus
cresce na proporção em que cresce minha crença Nele. Antes de tornar-me
disposto, dependia de mim mesmo para todas as minhas necessidades e estava
restrito pela minha imperfeição. Pela minha boa vontade de depender do meu Poder
Superior, a quem eu chamo de Deus, todas as minhas necessidades são satisfeitas
por Aquele que me conhece melhor que eu mesmo; até mesmo aquelas necessidades
que posso não perceber, bem como as que ainda não vieram. Somente Aquele que me
conhece tão bem, pode levar-me a ser eu mesmo e ma ajudar a preencher a
necessidade de alguém que somente eu posso preencher. Nunca haverá alguém
exatamente como eu. E isto é a verdadeira independência.









CONFIANDO NOS OUTROS









Mas, acaso a confiança exige que
sejamos cegos em relação aos motivos dos outros ou até aos nossos?
Absolutamente; isto seria uma loucura. Certamente deveríamos avaliar tanto a
capacidade de fazer o mal como a capacidade de fazer o bem nas pessoas em quem
vamos confiar. Esse inventário particular pode revelar o grau de confiança que
podemos depositar em qualquer situação que se apresente.









Eu não sou vítima dos outros, mas sim uma vítima de minhas
expectativas, escolhas e desonestidade. Quando espero que os outros sejam o que
eu quero que sejam e não o que eles são, quando eles deixam de alcançar minhas
expectativas, então me magôo. Quando minhas escolhas são baseadas em meu
egocentrismo, me encontro sozinho e desconfiado. Adquiro confiança em mim mesmo,
contudo, quando pratico a honestidade em todos os meus assuntos. Quando examino
meus motivos e sou honesto e confiante, sou consciente dos possíveis danos que
surgem em algumas situações, podendo assim evitá-las.









OUVINDO ATENTAMENTE









Com que persistência apregoamos
nosso direito de decidir sozinhos o que pensaremos e como agiremos.









Se aceito e atuo pelos conselhos daqueles que têm feito o
programa funcionar para si, tenho chance para superar os limites do passado.
Alguns problemas se reduzirão a nada, enquanto outros podem requerer uma ação
paciente e bem pensada. Ouvindo atentamente quando os outros compartilham,
pode-se desenvolver a intuição para tratar os problemas que surgem
inesperadamente. Normalmente é melhor para mim evitar ações impetuosas. Assistir
uma reunião ou falar com um membro de A. A. geralmente reduz a tensão o bastante
para fazer alívio a um sofredor desesperado com eu. Compartilhando problemas nas
reuniões com outros alcoólicos com os quais me relaciono, ou em particular com
meu padrinho, posso mudar aspectos das posições nas quais me encontro. Defeitos
de caráter são identificados e começo a ver como eles trabalham contra mim.
Quando coloco minha fé no poder espiritual do programa, quando confio em que os
outros me ensinem o que preciso fazer para ter uma vida melhor, descubro que
posso confiar em mim mesmo para fazer o que é necessário.









(Fonte: Reflexões Diárias –
paginas: 9-86-183-226)














CONFIANÇA




“Marco Leite”













Para o Aurélio

Confiança
é
definido como:




1.
Segurança íntima de procedimento.


2.
Crédito, fé:
O mensageiro não merecia a confiança nele depositada.



3.
Segurança e bom conceito que inspiram as pessoas de probidade,
talento, discrição,





4.
Quem se pode contar em qualquer situação:





Dar confiança:




Tratar (alguém) com familiaridade e/ou consentir em ser assim tratado.


Depositar confiança:




Crer na honradez ou discrição de. Ter em bom conceito, em alta estima.









Confiança





Por Marco Leite




Para mim, um alcoólico em recuperação, a definição é muito mais forte, é vencer
o preconceito, é ter que provar que estou forte, é vir a acreditar que Alguém
muito maior que eu está me protegendo (Segundo e Terceiro Passos). É provar para
mim que mereço novamente uma chance de recomeçar.




Eu quebrei todas as regras, traí, fui irresponsável, deixei de cumprir com os
meus compromissos mais simples, tudo por um copo de vodka e por acreditar que
assim era mais fácil fugir dos problemas e das responsabilidades.




Acredito que para o resto dos meus dias vou viver tendo que provar que sou
confiável, principalmente para meus familiares. Deixei muitas marcas e muitas
mágoas nas pessoas que me rodeiam e eles têm o direito de desconfiar.




Cabe a mim aceitar isso com serenidade, pois são coisas que eu mesmo plantei.
Hoje, já não sofro mais com esse tipo de coisa, estou há três anos abstêmio e as
pessoas já soltaram um pouco as rédeas e não me vigiam como antes.




Às vezes minha esposa e filha me ligam para saber onde ando e se já estou
chegando, e fico feliz com isso, me mostram que sempre vai haver um pé atrás e
um medo de uma recaída.




Quando assumi os 12 Passos de AA como espinha dorsal de minha recuperação fui
chamado para uma responsabilidade que nunca havia tido em minha vida de
alcoólico ativo. Agora, em abstinência e buscando a sobriedade, vivo de 24 em 24
horas.




E isso é muito mais fácil, pois assim não preciso me preocupar se vão confiar em
mim amanhã, pois a minha responsabilidade é Só Por Hoje, o amanhã a Deus
pertence e sei que esse confia em mim.




Acho sinceramente que os dependentes de álcool e outras drogas lutam muito com
essa “confiança”, pois alguns chegaram a um ponto que nem eles mesmos acreditam
em si.




Confiar é praticar o Terceiro Passo em sua plenitude. Quando se entrega a vida e
as vontades ao cuidado de Deus é muito mais fácil.




Eu confio que Deus está comigo e prossigo, sempre fazendo minha parte que é
praticar os Passos, principalmente o Décimo Passo, uma análise honesta e todos
os dias é fundamental para se readquirir confiança, não dos outros, mas em mim
próprio.




Vivo assim a minha vida hoje, se falhei ontem vou buscar acertar no hoje. O
futuro não sei, pois ele não me pertence, mas preciso fazer o correto agora e
sempre para ter a confiança no amanhã.









(Fonte: Grupo Gratidão – Marco Leite)














CONFIANÇA




“ Na Opinião do
Bill”










CONFIANÇA CEGA?










“Certamente não pode haver confiança onde não há
amor, nem pode haver amor verdadeiro onde reina a maligna desconfiança.




“Mas será que a confiança exige que sejamos cegos em
relação aos motivos dos outros ou até dos nossos? Claro que não: isso seria
loucura. Certamente devemos avaliar tanto a capacidade de fazer o mal como a
capacidade de fazer o bem das pessoas em quem vamos confiar. Esse inventário
particular pode revelar o grau de confiança que podemos depositar em qualquer
situação que se apresente.




“Mas esse inventário precisa ser feito com espírito
de compreensão e amor. Nada pode prejudicar mais nosso julgamento, quanto as
emoções negativas de suspeita, ciúme ou raiva.




“Tendo depositado nossa confiança numa outra pessoa,
devemos fazer com que ela saiba disso. Desse modo, quase sempre ela vai
corresponder de maneira magnífica e muito além de nossa expectativa.”









PRISIONEIROS
LIBERTADOS










Carta a um grupo numa
prisão:




“Todo AA foi, num
certo sentido, um prisioneiro. Cada um de nós se fechou à margem da sociedade;
cada um de nós conheceu o estigma social. Para vocês, tudo tem sido ainda mais
difícil: no seu caso, também a sociedade construiu uma muralha a seu redor. Mas
não existe realmente uma diferença essencial; esse é um fato que praticamente
todos os Aas, agora sabem.




“Portanto, quando
vocês, membros, ingressarem no mundo de A. A. fora da prisão, podem ter a
certeza de que ninguém vai se preocupar com fato de que vocês cumpriram pena. O
que vocês estão tentando ser, e não o que foram, é tudo o que nos importa.”









“’As vezes, as dificuldades mentais e emocionais são
muito difíceis de suportar quando estamos tentando manter a sobriedade. Contudo,
com o passar do tempo, percebemos que superar esses problemas constitui o
verdadeiro teste do modo de vida de A. A. A adversidade nos dá mais oportunidade
de crescer do que a comodidade ou o sucesso.”









PRECISAMOS DE AJUDA
DE FORA










Era evidente que uma
auto-avaliação, feita a sós, e admissão de nossos defeitos, baseada só nessa
avaliação, nem de longe seriam suficientes. Tínhamos que ter ajuda de fora, se
quiséssemos saber e admitir a verdade a nosso respeito – a ajuda de Deus e de um
outro ser humano.




Somente através de
uma discussão sobre nós mesmos, sem esconder nada, somente com a disposição de
seguir conselhos e aceitar orientação, poderíamos caminhar em direção ao
pensamento correto, à honestidade sólida e à verdadeira humildade.









Se estivermos nos enganando, um conselheiro
competente pode rapidamente percebê-lo. E, à medida que ele habilmente nos
afasta de nossas fantasias, ficamos surpresos ao descobrir que vamos tendo
poucos dos costumeiros ímpetos de nos defender das verdades desagradáveis. De
nenhuma outra forma podem desaparecer tão prontamente o medo, o orgulho e a
ignorância. Depois de certo tempo, percebemos que estamos numa nova base firme
para a integridade, e agradecidos damos crédito a nossos padrinhos, cujos
conselhos nos indicaram o caminho.









QUANDO A INFÂNCIA
TERMINA










“Você deve recordar
que todo grupo de A. A. começa, como deveria, através dos esforços de alguma
pessoa e seus amigos – um fundador e sua hierarquia. Não existe outro modo.




“Mas quando a
infância termina, os primeiros líderes têm que abrir caminho para essa
democracia que surge das raízes e eventualmente se coloca de lado a liderança
auto-eleita do passado.”









Carta ao Dr. Bob:




“Em todos os lugares os grupos de A. A. assumiram as
atividades de serviço. Os fundadores locais e seus amigos agora estão afastados.
Por que tanta gente esquece disso, quando pensa no futuro de nossos serviços
mundiais, nunca entenderei.




“Os grupos finalmente assumirão sua própria direção
e talvez esbanjem a herança que receberem. É provável, contudo, que não o façam.
De qualquer modo, eles realmente já cresceram: A. A. lhes pertence; vamos
entregá-lo para eles.”









CONSELHEIROS
AFETUOSOS










Se não tivesse sido abençoado por conselheiros
afetuosos e sábios, eu poderia ter me arrebentado há muito tempo. Uma vez um
médico me salvou da morte por alcoolismo, porque me obrigou a encarar a
mortalidade dessa doença. Mais adiante, um outro médico, psiquiatra, me ajudou a
manter a sanidade, porque me levou a descobrir alguns de meus defeitos mais
profundos. De um clérigo adquiri os verdadeiros princípios, pelos quais nós,
Aas, tentamos agora viver.




Mas esses preciosos amigos fizeram muito mais do que
me suprir com suas capacidades profissionais. Aprendi que eu poderia recorrer a
eles com respeito a qualquer problema que tivesse. Eu podia contar sempre com
sua sabedoria e integridade.




Muitos de meus queridos amigos de A. A. têm mantido
comigo exatamente essa mesma relação. Em muitas ocasiões, puderam ajudar onde
outros não puderam, simplesmente por serem Aas.









O CÍRCULO E O
TRIÂNGULO










Acima de nós, na
Convenção Internacional, em St. Louis em 1955, flutuava uma bandeira trazendo
inscrito o novo símbolo de A. A., um círculo contendo um triângulo. O triângulo
simboliza os Três Legados de A. A.: Recuperação, Unidade e Serviço.




Talvez não seja por
acaso que os sacerdotes e os profetas da antiguidade consideravam esse símbolo
como uma forma de afastar os espíritos maus.









Quando em 1955, nós, os membros mais antigos,
entregamos nossos Três Legados a todo o movimento, senti saudades dos velhos
dias e ao mesmo tempo me senti grato pelo grande dia que estava vivendo agora.
Eu não mais teria que proteger, atuar ou decidir por A. A.




Por um momento tive medo da mudança que se
realizava. Mas essa sensação logo passou. Podíamos depender da consciência de A.
A., movida pela orientação de Deus, para assegurar o futuro de A. A. Claramente
meu trabalho daqui para frente era “relaxar e entregar a Deus”.









APRENDENDO A CONFIAR










Todo o programa de A.
A. se baseia no princípio da confiança mútua. Confiamos em Deus, confiamos em A.
A. e confiamos uns nos outros. Portanto, não podemos deixar de confiar em nossos
líderes em serviço. O “Direito de Decisão” que lhes oferecemos não é somente um
meio prático de permitir que eles atuem e dirijam efetivamente, mas também um
símbolo de nossa confiança implícita.









Se você chega a A. A. sem ter uma convicção
religiosa, você pode, se quiser, fazer do próprio A. A. ou de seu grupo seu
“Poder Superior”. Eles são um grande número de pessoas que resolveu seu problema
com o álcool. Nesse sentido, certamente representam um poder superior a você.
Esse mínimo de fé já será suficiente.




Muitos membros que só dessa maneira atravessaram o
limiar contar-lhe-ão que, uma vez do outro lado, sua fé se ampliou e se
aprofundou. Libertados da obsessão pelo álcool, com suas vidas inexplicavelmente
transformadas, vieram a acreditar num Poder Superior, e a maioria deles começos
a falar em Deus.









EU SOU RESPONSÁVEL










Quando qualquer um,
seja onde for, estender a mão pedindo ajuda, quero que a mão de A. A. esteja
sempre ali.




E por isto: Eu sou
responsável.









Declaração do 30º
aniversário




Convenção
Internacional de 1965









Desde 1938, a maior parte de minha vida, em A. A.
foi dedicada a ajudar a criar, planejar, dirigir e garantir a solvência e
eficiência dos serviços mundiais de A. A. – cujo escritório tem capacitado nossa
Irmandade a funcionar, no mundo inteiro, como um todo unificado.




Não é exagero dizer que, sob a orientação de seus
custódios, todos esses importantes serviços contribuíram muito para nossa atual
extensão e eficácia.




O Escritório de Serviços Gerais de A. A. é de longe
o maior portador da mensagem de A. A. Ele conseguiu relacionar A. A. com o mundo
conturbado em que vivemos. Tem fomentado a propagação de nossa Irmandade em
todos os lugares. A. A. World Services, Inc. está pronto para atender às
necessidades especiais de qualquer grupo ou indivíduo isolado, seja qual for a
distância ou o idioma. Seus muitos anos de experiência acumulada estão
disponíveis para todos nós.




Os membros de nossa curadoria – a Junta de Serviços
Gerais de A. A. – serão, no futuro, nossos principais líderes em todas as nossas
atividades mundiais. Essa alta responsabilidade já lhes foi delegada há muito
tempo; eles são meus sucessores, bem como do Dr. Bob, nos serviços mundiais e
são diretamente responsáveis por A. A. como um todo.




Este é o legado de responsabilidade dos serviços
mundiais que nós, os membros mais antigos que vão desaparecendo, estamos
deixando a vocês, os Aas de hoje e de amanhã. Sabemos que vocês vão guardar,
sustentar e estimar esse legado mundial, como a maior responsabilidade coletiva
que A. A. já teve.









Com confiança e
afeição,









Bill


(Fonte: Na Opinião do Bill – paginas: 144-234-248-269-303-307-310-332)




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