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RECANTO DA LEITURA

 
 
 
 
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  HUMILDADE










A palavra humildade, de acordo com nossa concepção, tem
relação com nossos sentimentos perante o Poder Superior. Essa humildade
vem ligada ao sentimento de espiritualidade e não a bens materiais.




Temos necessidade de praticá-la em todos os sentidos se quisermos
crescer como seres humanos pertencentes à irmandade do mundo, como o quer este
nosso Poder Superior.




Dentre as muitas formas de defini-la, humildade significa:
a virtude que nos dá o sentido de como realmente somos.




Muitas vezes ela é interpretada como sendo fraqueza,
rebaixamento, mas, a realidade, a humildade é força, é aceitação, é a
capacidade de pedir perdão e se perdoar.




Humildade
é o ponto de partida para nosso crescimento espiritual, porque sem a
humildade não haveria a aceitação dos Passos, lemas e Tradições que são a
base de nossa reformulação de vida.




Encontramo-la logo no 1º Passo, quando admitimos que somos
impotentes perante o álcool, e que nossas vidas haviam-se desmoronado
completamente à mercê dessa doença.




No 2º Passo vamos encontrá-la na submissão ao Poder
Superior e na admissão de no passado nosso modo de pensar, agir e viver não era
razoável e equilibrado. Contudo, a experiência da vida não nos deixa duvidar que
o ser humano não é todo sábio, nem todo poderoso, nem capaz de um amor perfeito.




Essas qualidades pertencem a um ser Superior, segundo
entendimento que cada um tenha Dele.




Podemos entregar-lhe nossas tristezas, dissabores e pedir que nos
ajude com sua bondade infinita.




No 3º Passo vamos encontrá-la na rendição incondicional ao
Poder Superior quando formos capazes de dizer: - Senhor, não sou capaz de
resolver este problema sozinho, preciso de Sua orientação e cuidados; ensina-me
Sua vontade em relação a mim e a farei.




Já no 4º Passo vamos precisar de humildade para podermos
nos olhar honestamente e fazer uma auto análise sincera do que realmente somos.




Talvez seja difícil e desagradável levar a cabo um inventário
moral próprio e com toda sinceridade, mas é um passo vital, se desejamos
progredir.




No 5º Passo vamos encontrar a humildade na admissão
de nossas falhas perante Deus, perante nós mesmos e confidenciando-as a um outro
ser humano de confiança. Tal reconhecimento requer tanto humildade, como
honestidade.




É muito mais fácil sermos honestos com outra pessoa do que
conosco mesmos.




Até certo ponto todos nós somos tolhidos pela nossa necessidade
de justificar as nossas ações e palavras. Se admitirmos os nossos erros a nós
mesmos, a Deus e a outro ser humano, teremos uma vaga idéia da pessoa
maravilhosa que poderemos ser.




No 6º Passo vamos encontrá-la na disposição em remover os
nossos defeitos de caráter, entregando-os ao Poder Superior para que nos ajude a
eliminá-los.




Não podemos confiar somente nos nossos duvidosos poderes humanos.
Tornamo-nos capazes de ver também nossas qualidades como dádivas de Deus.




Não deveria eu compreender que Deus não remove um defeito para
produzir um vácuo, um vazio, mas sim, para dar lugar ao seu conceito de amor,
bondade e tolerância?




No 7º Passo, encontramos a humildade na promessa de
utilizarmos honestidade e inteligência que são dádivas divinas para
solucionarmos nossos problemas.




Essa rendição ante a vontade de Deus põe em movimento todo seu
amoroso poder para devolver às nossas vidas a ordem e serenidade.




Pedir a Deus humildemente que elimine nossas culpas é uma das
mais nobres ações e uma das melhores maneiras de orar que existe.




A palavra chave é humildade, o nosso reconhecimento de que
necessitamos que um Poder Superior a nós mesmos nos ajude a ver uma perspectiva
real e a manter nossas mentes abertas à verdade.




A humildade não requer submissão ou padecimentos, tudo
isto encerra qualidades negativas contra as quais não podemos nos rebelar.




A verdadeira humildade é da livre aceitação.




No 8º Passo vamos encontrar a humildade na
disposição em admitir nossos erros de modo que possamos limpar a nossa
consciência de culpa.




O que fazer para livrar-nos de tal condição?




Fazendo uma relação de todas as pessoas com quem temos atuado
mal, nos dispondo a reparar o dano causado. A quem magoei?




Seguramente as pessoas mais próximas a mim: minha família – se
consciente ou inconscientemente carregamos este fardo de culpa, isto deve ser
apagado fazendo correções.




Somente então encontraremos paz de espírito e um padrão mais
racional de pensamentos e comportamento.




A humildade é a boa vontade em fazer correções; muitas
vezes cria a oportunidade de fazê-las de maneira natural, espontânea e sem
embaraços. E isso leva ao crescimento espiritual.




Vamos encontrar a humildade no 9º Passo, na coragem
de reparar os danos causados, os desacordos e a falta de compreensão entre mim e
meus parentes ou ex-amigos.




Um auto-exame honesto e prudente será necessário. Um casual
pedido de desculpas, por exemplo, raramente é suficiente para livrar-nos da
culpa de críticas prejudiciais.




A melhor maneira de reparar os estragos é mudando nossas
atitudes, adotando um trato marcado pela constante bondade e compreensão.




No 10º Passo vamos encontrá-la na atenção suficiente de
revisão e preparação para o meu dia-a-dia, renovando meus esforços para
progredir no desenvolvimento pessoal.




Olhar para dentro de si mesmo: ai que encontraremos todas as
respostas.




No 11º Passo vamos encontrar a humildade na
disposição de estar em comunhão com nosso Poder Superior, pedindo-lhe apenas a
capacidade de reconhecer Sua vontade, pondo de lado todas as orações em que
imponho minha vontade, instruindo a Deus sobre o que queremos que faça por nós.




O objetivo das preces e das meditações é manter nossas mentes
abertas a receptivas à orientação.




Este processo de “escuta interior” orientará nossos pensamentos e
ações e trará paz à nossa existência.




“É Deus que nos dá forças e torna perfeito o nosso caminho”.




“Deus está presente em todas as criaturas, mas nem todas estão
igualmente cientes de sua presença”.




No 12º Passo vamos encontrar a humildade estando
sempre dispostos a levar a mensagem aos outros.




Essa necessidade está sempre ao meu redor se eu me mantiver
suficientemente alerta para reconhecê-la.




Ajudando os outros, também me ajudo.




Essa é a culminação triunfante – o resumo – dos Passos, é o
reconhecimento de que alcançamos uma profunda consciência de Deus e a nossa
relação para com Ele, e que estamos prontos para continuar o trabalho, levando
aos outros a luz e a dignidade que encontramos. Então, quando obtenho uma idéia
clara e sensata de onde estou, qual o caminho em que estou, passo a perceber que
meu crescimento espiritual apenas começou.




E quanto mais eu me conscientizar da minha capacidade, da minha
pequenez e dividir em porções o que eu posso fazer, as minhas desculpas e a
minha importância ficam ridículas e cômicas.




Assim, conscientizado de mim, tomo também consciência e fé de que
Deus é bom e que preciso Dele para abafar meu orgulho e saber então o
significado da palavra Humildade.




No livro “O melhor de Bill”, Bill citou o seguinte trecho:




“Esta é a razão pela qual vejo humildade para o dia de hoje como
aquele meio-termo seguro e garantido entre esses extremos emocionais violentos.
Trata-se de um lugar tranqüilo onde posso manter perspectiva e equilíbrio
suficientes para iniciar o meu próximo passo em direção à estrada claramente
indicada que leva a valores eternos”.









(Fonte: Revista Vivência Nº 91 –
Set/Out-2004 – Rubens A.. /Paulina/SP)














HUMILDADE – REFLEXÕES DIÁRIAS









Servindo meu irmão




O membro de A. A. fala ao
recém-chegado, não com espírito de grandeza, mas com o espírito de humildade e
fraqueza.




Enquanto passam os dias em A. A. peço a Deus para guiar meus
pensamentos e minhas palavras ao falar. Neste labor de contínua participação na
Irmandade, tenho muitas oportunidades de falar. Assim, frequentemente peço a
Deus para me ajudar a observar meus pensamentos e palavras, que elas possam ser
verdadeiras e próprias reflexões de nosso programa; focalizar minhas aspirações
mais uma vez para procurar Sua direção; para me ajudar a ser realmente agradável
e amável, prestativo e curativo, mas sempre cheio de humildade e livre de
qualquer traço de arrogância.




Talvez eu tenha que enfrentar atitudes ou palavras desagradáveis;
recursos típicos do alcoólico que ainda sofre. Se isto vier a acontecer, tomarei
um momento para concentrar-me em Deus; e então ser capaz de responder de uma
perspectiva de compostura, força e sensibilidade.









Uma caminho para a fé




A verdadeira humildade e a mente
aberta poderão nos conduzir a fé. Toda reunião de A. A. é uma segurança de que
Deus nos levará de volta à sanidade, se soubermos nos relacionar corretamente
com Ele.




Minha última bebedeira deixou-me num hospital totalmente
quebrado. Foi então que fui capaz de ver passado flutuar na minha frente.
Percebi que por causa da bebida, tinha vivido todos os pesadelos que pudera
haver imaginado. Minha própria teimosia e obsessão para beber levaram-me para um
abismo escuro de alucinações, apagamentos e desespero. Finalmente vencido, pedi
ajuda a Deus. Sua presença convenceu-me para que acreditasse. Minha obsessão
pelo álcool foi tirada e minha paranóia foi suspensa. Não estou mais com medo.
Sei que minha vida é saudável e sã.









Dois “magníficos padrões”




Todo o progresso de A. A. pode
ser expressado em apenas duas palavras: humildade e responsabilidade. Todo o
nosso desenvolvimento espiritual pode ser medido, com precisão, conforme nosso
grau de adesão a estes magníficos padrões.




Conhecer e respeitar as opiniões, talentos e prerrogativas dos
outros, e aceitar estar errado, mostra-me o caminho da humildade.




Praticar os princípios de A. A. em todos os meus assuntos me leva
a ser responsável. Respeitar estes preceitos dá crédito à Quarta Tradição – e a
todas as outras Tradições da Irmandade.




Alcoólicos Anônimos tem desenvolvido uma filosofia de vida cheia
de motivações válidas, rica dos mais altos e relevantes princípios e valores
éticos, uma maneira de vida que pode ser estendida além dos limites da população
alcoólica. Para honrar estes preceitos, preciso somente rezar e cuidar de cada
companheiro como se cada um fosse meu irmão.









Afinal, livre




Outra grande dádiva que podemos
esperar por confiar nossos defeitos a outro ser humano é a humildade – uma
palavra frequentemente mal compreendida... representa um claro reconhecimento do
que e quem somos realmente, seguido de um esforço sincero de ser aquilo que
poderíamos ser.




Sabia no fundo do meu ser que se quisesse ser alegre, feliz e
livre para sempre, tinha de compartilhar minha vida passada com outra pessoa. A
alegria e o alívio que senti após fazer isto estão além de qualquer descrição.
Quase que imediatamente após fazer o Quinto Passo, me senti livre da escravidão
do ego e da escravidão do álcool. Esta liberdade permanece após 36 anos, um dia
de cada vez.




Descobri que Deus podia fazer por mim o que eu não podia fazer
sozinho.









É bom ser eu mesmo




Inúmeras vezes os novatos
procuram guardar para si certos fatos de suas vidas... Desviaram-se para métodos
mais fáceis... mas, não aprenderam o suficiente sobre a humildade.




Humildade soa muito como humilhação mas, na realidade, ela é a
capacidade de olhar para mim mesmo – e honestamente aceitar o que vejo. Não
preciso ser o “mais esperto” nem o “mais estúpido” ou qualquer outro “mais”.
Finalmente é muito bom ser “eu” mesmo. É mais fácil para mim aceitar-me se
compartilhar toda a minha vida. Se não posso compartilhar nas reuniões, então é
melhor ter um padrinho – alguém com que eu possa compartilhar “certos fatos” que
podem me levar de volta à bebida e para a morte. Preciso praticar todos os
Passos. Preciso do Quinto Passo para aprender a verdadeira humildade. Métodos
mais fáceis não funcionam.









Uma liberdade sempre crescente




É no Sétimo Passo que efetuamos a
mudança em nossa atitude que nos permite, com a humildade servindo de guia, sair
de dentro de nós mesmos em direção aos outros e a Deus.




Quando finalmente pedi a Deus para remover estas coisas que me
separavam Dele e da luz do Espírito, embarquei numa viagem mais gloriosa do que
podia imaginar. Experimentei libertação destas características que me mantinham
escondido em mim mesmo. Devido à humildade desta Passo, hoje me sinto limpo.




Sou especialmente consciente deste Passo porque agora sou útil a
Deus e a meus companheiros. Sei que Ele me concedeu forças para cumprir Sua
vontade e me preparou para qualquer pessoa ou coisa que possa surgir no meu
caminho hoje. Estou realmente em Suas mãos e agradeço pela alegria de poder ser
útil hoje.









Sou um instrumento




“Humildemente rogamos a Ele que
nos livre de nossas imperfeições.”




O assunto de humildade é um dos mais difíceis. Humildade não é
pensar menos do que deveria de mim mesmo: humildade é reconhecer que eu faço bem
certas coisas, é aceitar cortesmente um elogio.




Deus pode somente fazer para mim o que Ele pode fazer através de
mim. Humildade é o resultado de saber que Deus é quem faz, não eu. Na luz desta
percepção, como posso ter orgulho de minhas realizações? Sou um instrumento, e
qualquer trabalho que pareça estar fazendo, está sendo feito por Deus através de
mim. Peço a Deus diariamente que remova minhas imperfeições, para que possa mais
livremente continuar meus assuntos de A. A. de “amor e serviço.”









Um momento decisivo




Um momento decisivo em nossas
vidas chegou quando procuramos a humildade como algo que realmente desejávamos,
em vez de algo que precisávamos ter.




Ou a maneira de viver de A. A. Torna-se uma alegria ou eu volto
para a escuridão e desespero do alcoolismo. A alegria acontece em minha vida
quando minha atitude em relação a Deus e à humildade se tornam um desejo ao
invés de uma carga. A escuridão de minha vida transforma-se em uma luz radiante,
quando eu compreendo que ser verdadeiro e honesto ao fazer o meu inventário,
resulta em minha vida ficar plena de serenidade, liberdade e alegria.




A confiança em meu Poder Superior se aprofunda e o fluxo de
gratidão se espalha através de mim. Estou convencido de que ser humilde é ser
verdadeiro e honesto ao tratar comigo e com Deus. Então, humildade é algo que
“realmente desejo”, ao invés de ser “uma coisa que devo ter”.









Abandonando o centro do palco




Pois, sem certas doses de
humildade, nenhum alcoólico poderá permanecer sóbrio... Sem ela não podem viver
uma vida de muita utilidade ou, com os contra-tempos, convocar a fé que se
necessita para enfrentar qualquer emergência.




Por que tanta resistência à palavra “humildade”? Eu não sou
humilde ante outras pessoas, mas para Deus, como eu O entendo. Humildade
significa “mostrar um respeito submisso” e ao ser humilde eu percebo que não sou
o centro do universo. Quando bebia eu era consumido pelo orgulho e o
egocentrismo. Sentia o mundo todo girar em torno de mim, que eu era o mestre do
meu destino. A humildade me dá condições de depender mais de Deus para me ajudar
a vencer os obstáculos e minhas próprias imperfeições, para que possa crescer
espiritualmente. Preciso resolver mais problemas difíceis para aumentar minha
competência e, quando encontro os obstáculos da vida, preciso aprender a
superá-los com a ajuda de Deus.




Comunhão diária com Deus demonstra minha humildade, e me abastece
com a compreensão de que ser mais poderoso do que eu está disposto a me ajudar,
se eu parar de tentar representar o papel de Deus.









Humildade é uma dádiva




Já que colocávamos a confiança
própria em primeiro lugar, permanecia fora de cogitação uma autêntica fé num
Poder Superior. Faltava esse ingrediente básico de toda a humildade, o desejo de
solicitar e fazer a vontade de Deus.




Quando vim pela primeira vez para A. A., desejava encontrar um
pouco da ilusória qualidade chamada humildade. Não percebi que procurava por
humildade porque pensava que poderia me ajudar a conseguir o que eu queria, e
que eu faria qualquer coisa pelo outros se eu pensasse que Deus, de alguma
forma, me recompensaria por isto. Agora tento me lembrar que as pessoas que
encontro durante o meu dia estão tão próximas de Deus quanto eu poderia estar,
enquanto estiver nesta terra. Preciso rezar para saber a vontade de Deus hoje e
ver como minha experiência com a esperança e a dor pode ajudar outras pessoas;
se posso fazer isto não preciso procurar humildade, ele me encontrou.









Um ingrediente nutritivo




Apesar de que a humildade
houvesse anteriormente representado uma alimentação forçada, agora começa a
significar o ingrediente nutritivo que pode nos trazer a serenidade.




Quantas vezes me concentro em meus problemas e frustrações?




Quando estou tendo um “bom dia”, estes mesmos problemas diminuem
em importância e minha preocupação com eles se reduz. Não seria melhor se
encontrasse a chave para abrir “a mágica” de meus “dias bons” para usar no
infortúnio dos meus “dias maus”?




Já tenho a solução! Ao invés de tentar fugir de minhas dores e
desejar que meus problemas desapareçam, posso rezar pedindo a humildade! A
humildade curará a dor. A humildade será tirada de mim mesmo. A humildade, esta
força que me é concedida por esse “Poder Superior a mim mesmo”, é minha, basta
pedir! A humildade devolverá o equilíbrio a minha vida. A humildade permitirá o
equilíbrio a minha vida. A humildade permitirá me aceitar alegremente como ser
humano.









Orgulho




Há milhares de anos vimos
querendo aumentar nossa parcela de segurança, prestígio e romance. Quando
parecia que estávamos tendo êxito, bebíamos para viver sonhos ainda maiores.
Quando estávamos frustrados, mesmo que pouco, bebíamos para esquecer. Nunca
havia o suficiente daquilo que julgávamos querer.




Em todos esses esforços, muitos
dos quais bem intencionados, ficamos paralisados pela nossa falta de humildade.




Havia-nos faltado a visão de que
o aperfeiçoamento do caráter e os valores espirituais deveriam vir primeiro, e
que as satisfações materiais não constituíam o propósito da vida.




Repetidamente me aproximei do Sétimo Passo, somente para
retroceder e me reorganizar. Faltava alguma coisa e me escapava o impacto do
Passo. O que eu não havia visto direito? Uma palavra simples: lida mas ignorada,
a base de todos os Passos, na verdade de todo o programa de Alcoólicos Anônimos
– essa palavra é “humildemente”.




Entendi meus defeitos: constantemente adiava meu trabalho; ficava
com raiva facilmente; sentia muita auto-piedade; e pensava: por que eu? Então me
lembrei: “o orgulho sempre vem antes da queda” e eliminei o orgulho e minha
vida.









“Uma medida de humildade”




Em todos os casos, o sofrimento
havia sido o preço de ingresso para uma nova vida. Porém, este valor de ingresso
havia comprado mais do que esperávamos, trouxe uma medida de humildade que logo
descobrimos ser um remédio para a dor.




Foi doloroso deixar de tentar controlar minha vida, embora o
sucesso me havia iludido e, quando a vida ficava muito difícil, eu bebia para
escapar. Aceitar a vida em seus termos, é o que aprenderei através da humildade
que experimento quando coloco minha vontade e minha vida aos cuidados de Deus,
como eu O entendo.




Com minha vida aos cuidados de Deus, o medo, a incerteza e a
raiva não são mais minhas respostas para aquelas situações da vida que eu
preferiria não acontecessem para mim. A dor de viver esses momentos será curada
pelo conhecimento de que recebi da força espiritual para sobreviver.









Rendição e autocrítica




Minha estabilidade proveio de
tentar dar, não de exigir que me dessem.




É assim que penso que pode
funcionar com a sobriedade emocional. Se olharmos cada distúrbio que temos,
grande ou pequeno, encontraremos em sua raiz uma dependência doentia, e, em
consequência, exigências doentias. Que possamos, com a ajuda de Deus, entregar
continuamente essas exigências alei jantes. Então nos poderá ser dada a
liberdade para viver e amar: poderemos então fazer um Décimo Segundo Passo para
nós mesmos e para os outros, em direção à sobriedade emocional.




Anos de dependência do álcool, como um alterador químico de meu
humor, tiraram-me a capacidade de interagir emocionalmente com meus
companheiros. Pensava que tinha de ser auto-suficiente, autoconfiante, e auto
motivado num mundo de pessoas não confiáveis. No final perdi minha dignidade e
fiquei dependente, sem qualquer capacidade para confiar em mim mesmo ou
acreditar em qualquer outra coisa. Rendição e auto-exame, enquanto compartilho
com os que chegam, ajudam-me a pedir humildemente por socorro.









Gratidão pelo que tenho




Durante este processo de
aprendizagem, a respeito de humildade, o resultado mais profundo de todos foi a
mudança de nossa atitude sobre Deus.




Hoje minhas preces consistem principalmente em dizer “obrigado”
ao meu Poder Superior por minha sobriedade e pela maravilhosa generosidade de
Deus, mas preciso também pedir ajuda e força para colocar em prática a Sua
vontade na minha vida. Não preciso pedir a Deus a cada minuto para me socorrer
de situações em que me coloco por não fazer a Sua vontade. Agora minha gratidão
parece estar ligada diretamente à humildade. Enquanto tenho humildade para ser
grato pelo que tenho, Deus continua me abastecendo.









Defeitos removidos




Porém, agora as palavras:
“Sozinho nada sou, o Pai é quem faz”, começaram a adquirir um significado
brilhante e animador.




Quando coloco o Sétimo Passo em ação, devo lembrar que não há
espaço para preencher. Eu não digo, “humildemente peço a Ele para (preencher o
espaço) remover meus defeitos”.




Por anos eu preenchi o espaço imaginário com: “Ajuda-me!”, “Dá-me
a coragem para!” E com “Dá-me a força!”, etc. O Passo diz simplesmente que Deus
removerá meus defeitos. O único trabalho que devo fazer é “humildemente pedir”,
o que, para mim significa pedir o conhecimento de que por mim mesmo não sou
nada, o Pai é que “Faz o trabalho”.









Peço para Deus decidir




“Peço que removas de mim todo e
qualquer defeito de caráter que me impeça de ser útil, a Ti aos meus
semelhantes.”




Tenho admitido minha impotência e tomado a decisão de colocar
minha vida e minha vontade sob os cuidados de Deus, como eu O concebo, não sou
eu quem decide quais os defeitos serão removidos, nem a ordem em que os defeitos
serão removidos. Peço a Deus que decida quais os defeitos que me impedem de ser
útil a Ele e aos outros e então, humildemente,peço que os remova.









Impelidos




Impelidos por centenas de formas
de medos, auto-ilusão, egoísmo e auto piedade, pisamos nos pés dos outros e eles
revidam.




Meu egoísmo era a força que me impelia para a bebida. Bebia para
celebrar o sucesso e bebia para afogar as minhas desgraças. Humildade é a
resposta. Aprendo a entregar a minha vontade e aminha vida aos cuidados de Deus.
Meu padrinho me diz que o serviço me mantém sóbrio. Hoje me pergunto: Procurei
saber a vontade de Deus para comigo? Prestei serviço a meu Grupo de A. A.?









Eu escolho o anonimato




Temos a certeza de que a
humildade, expressa pelo anonimato, é a maior salva-guarda que Alcoólicos
Anônimos sempre poderá ter.




Uma vez que não existem regras em A. A., coloco-me onde quero
estar e, portanto, escolho o anonimato. Desejo que meu Deus me use,
humildemente, como uma de suas ferramentas neste programa. Sacrifício é a arte
de dar de mim mesmo generosamente, permitindo que a humildade substitua meu ego.
Com a sobriedade, suprimo aquela ânsia de gritar para o mundo:




“Eu sou um membro de A. A.” e experimento alegria e paz interior.
Deixo as pessoas verem as mudanças em mim e espero que elas perguntem o que me
aconteceu. Coloco os princípios de espiritualidade à frente de julgamentos
precipitados, de fofocas e de críticas. Desejo amor e carinho em meu Grupo, para
poder crescer.









Uma mente aberta




A verdadeira humildade e a mente
aberta poderão nos conduzir à fé...




Meu pensamento alcoólico me levou a acreditar que eu podia
controlar a bebida, mas não conseguia. Quando vim para A. A., percebi que Deus
estava falando para mim através do meu Grupo. Minha mente se abriu o suficiente
para perceber que eu precisava de Sua ajuda. Uma real e honesta aceitação de A.
A. levou mais tempo, mas com ela veio a humildade. Sei como eu era insano, e
hoje sou extremamente grato por ter minha sanidade restaurada e ser um alcoólico
sóbrio.




A nova e sóbria pessoa que sou, é muito melhor do que jamais eu
poderia ter sido sem A. A.









Guardiões ativos




Para nós, contudo, trata-se muito
mais do que uma política salutar de relações públicas. É mais do que uma negação
do egoísmo. Esta Tradição é um lembrete permanente e prático de que a ambição
pessoal não tem lugar em A. A.




Nela cada membro se transforma
num diligente guardião da nossa Irmandade.




O conceito básico de humildade é expresso na Décima Primeira
Tradição. Ela me permite participar completamente do programa numa maneira
simples e profunda; ela preenche minha necessidade de ser parte integral de um
todo significativo. Humildade me traz mais perto do espírito atual de
companheirismo e unicidade, sem o qual eu não poderia permanecer sóbrio.




Lembrando que todo membro é um exemplo de sobriedade, cada um
vivendo a Décima Primeira Tradição, posso experimentar liberdade porque cada um
de nós é anônimo.









Uma genuína humildade




... que devemos conduzir-nos com
a genuína humildade. Isto para que nossas grandes bênçãos jamais nos estraguem:
para que vivamos eternamente em grata contemplação d’Aquele que reina sobre
todos nós.




A experiência me ensinou que minha personalidade alcoólica tem
tendência para o grandioso. Mesmo que tiver, aparentemente, boas intenções,
posso sair pela tangente atrás de minhas “causas”. Meu ego toma conta e perco de
vista o meu propósito primeiro. Posso até tomar o crédito pela obra de Deus em
minha vida. Esse sentimento exagerado de minha própria importância é perigoso
para a minha sobriedade e pode causar grande dano a A. A. como um todo.




Minha salvaguarda, a Décima Segunda Tradição, serve para
manter-me humilde. Percebo, tanto como um indivíduo, como um membro da
Irmandade, que não posso me gabar de minhas façanhas, e que “Deus faz por nós o
que não podemos fazer por nós mesmos”.









Anonimato




O anonimato é o alicerce
espiritual das nossas Tradições, lembrando-nos sempre da necessidade de colocar
os princípios acima das personalidades.




A Décima Segunda Tradição tornou-se importante nos primeiros dias
de minha sobriedade e, junto com os Doze Passos, continua a ser indispensável em
minha recuperação. Tornei-me consciente, após ingressar na Irmandade, de que
tinha problemas de personalidade. Assim, quando ouvi pela primeira vez a
mensagem da Tradição, estava muito claro: existe uma maneira imediata para, com
os outros, encarar meu alcoolismo e seus acompanhantes, a raiva e as atitudes
defensivas e ofensivas. Vi a Décima Segunda Tradição como sendo uma grande
desinfladora do ego; ela aliviou a minha raiva e me deu uma chance de utilizar
os princípios do programa. Todos os Passos, e esta Tradição em particular,
têm-me guiado por décadas de sobriedade contínua. Sou grato àqueles que estavam
aqui quando precisei deles.









(Fonte: Reflexões Diárias –
paginas:
29-46-127-139-143-198-199-201-202-203-204-205-206-207-208-210-213-227-250-300-342-354-373)














HUMILDADE – Necessidade de:




NA OPINIÃO DO BILL














Livres da escuridão




A auto-análise é o meio pelo qual
trazemos uma nova visão, ação e graça para influir no lado escuro e negativo de
nosso ser. Com ela vem o desenvolvimento daquele tipo de humildade, que nos
permite receber a ajuda de Deus. No entanto, ela é apenas um passo. Vamos querer
ir mais longe. Vamos querer que o bem que está dentro de todos nós, mesmo dentro
dos piores, cresça e floresça. Mas, antes de tudo, vamos querer a luz do sol;
pouco se pode crescer na escuridão. A meditação é nosso passo em direção ao sol.




“Uma luz clara parece descer sobre nós – quando abrimos os olhos.
Uma vez que nossa cegueira é causada por nossos próprios defeitos, precisamos
primeiro conhecê-los a fundo. A meditação construtiva é o primeiro requisito
para cada novo passo em nosso crescimento espiritual.”









A humildade em primeiro lugar




Encontramos muito em A. A. que
antes pensavam, como nós, que humildade era sinônimo de fraqueza. Eles nos
ajudaram a nos reduzir ao nosso verdadeiro tamanho. Com seu exemplo nos
mostraram que a humildade e o intelecto poderiam ser compatíveis, contanto que
colocássemos a humildade em primeiro lugar. Quando começamos a fazer isso,
recebemos a dádiva da fé que funciona. Essa fé também é para você.




Apesar da humildade primeiro ter significado uma humilhação,
agora ela começa a representar o ingrediente que pode nos trazer serenidade.









Caminho direto para Deus




“Acredito firmemente tanto na orientação como na oração. Mas
estou bem consciente e espero que humilde o suficiente para ver que não há nada
de infalível em minha orientação.




No momento em que acreditar que encontrei um perfeito caminho
para Deus, eu me tornarei egoísta o suficiente para entrar em verdadeira
dificuldade. Ninguém pode causar mais sofrimento desnecessário do que aquele que
possui força e acha que a obteve diretamente de Deus.”









Conquista material




Nenhum membro de A. A. quer condenar os avanços materiais. Nem
entramos em discussão com muita gente que se agarra à crença de que satisfazer
nossos desejos básicos é o objetivo principal da vida. Mas estamos convencidos
de que nenhum tipo de pessoa no mundo jamais se atrapalhou tanto, tentando viver
segundo esse pensamento, como os alcoólicos.




Estávamos à procura de mais segurança, prestígio e romance.
Quando parecíamos estar sendo bem-sucedidos, bebíamos para viver sonhos ainda
maiores. Quando estávamos frustrados, mesmo um pouco, bebíamos para esquecer.




Em todas essas lutas, muitas delas bem-intencionadas, nosso maior
obstáculo era nossa falta de humildade. Faltava-nos ver que a formação do
caráter e os valores espirituais tinham que vir em primeiro lugar e que as
satisfações materiais eram simplesmente sub-produtos e não o principal objetivo
da vida.









A verdadeira ambição e a falsa




Concentrávamos muito em nós
mesmos e naqueles que nos cercavam. Sabíamos que éramos cutucados, por medo ou
ansiedade descabidos, a uma vida que levava à fama, dinheiro e ao que supúnhamos
que fosse liderança. Assim, o falso orgulho tornou-se o outro lado da terrível
moeda com a marca do “medo”. Simplesmente tínhamos que ser a pessoa mais
importante, a fim de encobrir nossas inferioridades mais profundas.




A verdadeira ambição não é aquilo que achávamos que era. Ela é o
profundo desejo de viver de maneira útil e caminhar humildemente, sob a Graça de
Deus.









Rompa as paredes do ego




As pessoas que são impelidas pelo
orgulho, inconscientemente não enxergam seus defeitos. Os recém-chegados desse
tipo certamente não precisam de consolo. O problema é ajudá-los a descobrir uma
trinca nas paredes construídas pelo seu ego, através da qual a luz da razão
possa brilhar.




Adquirir uma humildade maior é o princípio fundamental de cada um
dos Doze Passos de A. A., pois sem um certo grau de humildade, nenhum alcoólico
pode ser permanente sóbrio.




Quase todos os Aas descobriram também que, a não ser que
desenvolvam essa preciosa qualidade, muito mais do que a necessária para se
obter a sobriedade, ainda não têm muita probabilidade de virem a ser
verdadeiramente felizes. Sem ela não podem viver com propósito útil ou, nas
horas difíceis, apelar para a fé que pode enfrentar qualquer emergência.









Respeito próprio através do
sacrifício




No princípio sacrificamos o álcool. Tivemos que fazê-lo, ou ele
nos teria matado. Mas não poderíamos nos libertar do álcool a menos que
fizéssemos outros sacrifícios. Tivemos que jogar fora a auto justificação, a
auto piedade e a raiva. Tivemos que nos livrar da competição louca em busca do
prestígio pessoal e grandes saldos bancários. Tivemos que assumir a
responsabilidade pelo nosso estado lamentável e deixar de culpar os outros por
isto.




Foram realmente sacrifícios? Sim, foram. Para obter suficiente
humildade e respeito próprio a fim de permanecermos vivos, tivemos que abandonar
o que tinha realmente sido nosso bem mais querido – nossa ambição e nosso
orgulho ilegítimos.









A humildade “perfeita”




Eu, por minha parte, tento encontrar a definição mais verdadeira
de humildade que puder. Ela não será a definição perfeita por que eu serei
sempre imperfeito.




Nesse artigo, escolheria a definição seguinte: “A humildade
absoluta consistiria num estado de completa libertação de mim mesmo, na
libertação de todas as exigências que meus defeitos de caráter lançam tão
pesadamente sobre mim agora. A humildade perfeita seria a total boa vontade de,
em todos os momentos e lugares, reconhecer e fazer a vontade de Deus”.




Quando penso nessa visão, não preciso ficar desanimado porque
nunca a atingirei, nem preciso me encher da presunção de que algum dia
alcançarei todas essas virtudes.




Preciso apenas contemplar essa visão, deixando-a crescer e encher
meu coração. Isto feito, posso compará-la ao meu último inventário pessoal.
Tenho então uma saudável idéia de onde me encontro no caminho para a humildade.
Vejo que minha caminhada em direção a Deus apenas começou.




Ao reduzir-me ao meu verdadeiro tamanho, minhas preocupações
comigo mesmo e o sentimento de minha própria importância fazem-me rir.









A base de toda a humildade




Uma vez que estávamos convencidos de que poderíamos viver
exclusivamente pela nossa força e inteligência, tornava-se impossível a fé num
Poder Superior.




Isto era assim, mesmo quando acreditávamos que Deus existia.
Podíamos na verdade ter as mais fervorosas crenças religiosas, que continuavam
estéreis, porque nós mesmos ainda tentávamos fazer o papel de Deus. Já que
púnhamos a autoconfiança em primeiro lugar não era possível uma verdadeira
confiança num Poder Superior. Faltava aquele ingrediente básico da humildade, o
desejo de buscar e fazer a vontade de Deus.









Os racionaliza dores e os
modestos




Nós, alcoólicos, somos os maiores
racionaliza dores do mundo. Animados pela desculpa de que estamos fazendo
grandes coisas para o bem de A. A., podemos, ao quebrar o anonimato, continuar
com nossa antiga e desastrosa busca de poder e prestígio pessoal, honras
públicas e dinheiro – as mesmas ambições implacáveis que, quando frustradas,
certa vez nos conduziram à bebida.




O Dr. Bob era essencialmente uma pessoa muito mais humilde do que
eu, e ele compreendeu o anonimato muito facilmente. Quando ficou evidente que
ele estava mortalmente doente, alguns de seus amigos sugeriram que se erguesse
um monumento ou mausoléu em sua homenagem e de sua esposa Anne – algo digno de
um fundador e sua esposa. Falando-me a esse respeito, o Dr. Bob sorriu e disse:
“Deus os abençoe. Eles têm boa intenção. Mas vamos deixar que tanto você quanto
eu sejamos enterrados igual a qualquer outra pessoa”.




No cemitério de Akron, onde jazem o Dr. Bob e Anne, a lápide
simples não diz sequer uma palavra a respeito de A. A. Esse comovente e
definitivo exemplo de modéstia tem um valor mais permanente para A. A. do que
qualquer promoção pública ou monumento grandioso.









Aceitando as dádivas de Deus




“Embora muito teólogos afirmem que as experiências espirituais
súbitas representem alguma distinção especial ou algum tipo de preferência
divina, eu questiono esse ponto de vista. Todo ser humano, qualquer que sejam
seus atributos para o bem ou para o mal, é uma parte da economia espiritual
divina. Portanto, cada um de nós têm seu lugar, e não posso aceitar que Deus
pretenda elevar alguns mais do que outros.




“Dessa forma, é preciso que todos nós aceitemos qualquer dádiva
positiva que recebamos com profunda humildade, tendo sempre em mente que
primeiro foram necessárias nossas atitudes negativas, como um meio de nos
reduzir a um estado tal que nos deixasse prontos para receber uma dádiva
positiva através da experiência da conversão. Nosso próprio alcoolismo e a
imensa deflação, que finalmente daí resultou, constituem na verdade a base sobre
a qual repousa nossa experiência espiritual.”









A arrogância e seu oposto




Um possível membro muito teimoso
foi levado pela primeira vez a uma reunião de A. A., na qual dois oradores (ou
talvez palestrantes), falavam sobre o tema “Deus, como eu O concebo”. Suas
atitudes manifestavam arrogância. De fato, o último orador se excedeu em suas
convicções teológicas.




Ambos estavam repetindo, o que eu
fazia anos atrás. Em tudo o que diziam estava implícita a mesma idéia: “Gente,
ouçam o que estamos dizendo. Nós é que sabemos o que é o verdadeiro A. A. – e é
melhor que vocês o aceitem”.




O novo possível membro disse que
tinha entendido e foi embora. Seu padrinho protestou dizendo que isso não era o
verdadeiro A. A., mas era tarde demais. Ninguém mais conseguiu abordá-lo depois
disso.




Considero a “humildade só por hoje” como uma postura sadia e
segura, um meio do caminho entre os violentos extremos emocionais. É um lugar
tranqüilo, onde posso manter a perspectiva necessária e o suficiente equilíbrio
para dar mais um pequeno passo no caminho claramente demarcado que conduz aos
valores eternos.









Fé e ação




A educação e o treinamento
religiosos de seu provável membro podem ser bem superiores aos que você tenha.
Nesse caso, ele vai duvidar que você possa acrescentar alguma coisa, ao que ele
já conhece. Mas desejará saber por que as próprias convicções não funcionaram,
enquanto as suas parecem funcionar bem. Talvez ele seja um exemplo de que a fé
sozinha não basta.




Para ser vital, a fé deve ser
acompanhada de auto-sacrifício, altruísmo e ação construtiva.




Admita a possibilidade de ele
saber mais a respeito de religião do que você, mas chame a atenção dele para o
fato de que, por mais profundas que sejam sua fé e educação religiosa, essas
qualidades não devem ter lhe servido muito, caso contrário ele não estaria
solicitando ajuda.




O Dr. Bob não precisava de mim para sua orientação espiritual.
Ele tinha mais do que eu. Na verdade o que ele mais precisava, quando nos
encontramos pela primeira vez, era de uma profunda deflação e da compreensão,
que somente um bêbado pode dar a outro. O que eu precisava era de humildade, de
esquecimento de mim mesmo e de estabelecer um verdadeiro parentesco com outro
ser humano de meu próprio tipo.









Uma Irmandade – muitas crenças




Como sociedade, nunca deveremos
nos tornar vaidosos a ponto de supor que somos autores e inventores de uma nova
religião. Humildemente refletimos que cada um dos princípios de A. A. foi
retirado de fontes antigas.




Um ministro na Tailândia nos escreveu: “Levamos os Doze Passos de
A. A. ao maior mosteiro budista desta província, e o sacerdote responsável pela
organização disse: ‘Esses passos são excelentes! Para nós, budistas, eles seriam
ainda mais aceitáveis se vocês tivessem inserido a palavra ‘bem’ em seus Passos,
em vez de ‘Deus’. Entretanto, vocês dizem nesses Passos que é um Deus como cada
qual O concebe, e isso certamente inclui o bem. Sim, os Doze Passos de A. A.
certamente serão aceitos pelos budistas aqui.’”




Os membros mais antigos de St. Louis recordam como o Padre Edward
Dowling ajudou-os a começarem seu grupo. Aconteceu de o grupo ser composto por
uma grande maioria de protestantes, mas isso não o perturbava em absoluto.









Humildade para a Irmandade,
também




Nós, Aas, às vezes exageramos as virtudes de nossa Irmandade. Não
nos esqueçamos de que, na verdade, poucas dessas virtudes foram de fato
conquistadas por nós. Para começar, fomos forçados a elas pelo cruel chicote do
alcoolismo. Finalmente as adotamos, não porque o quiséssemos, mas sim porque
fomos forçados a fazê-lo.




A seguir, à medida que o tempo ia confirmando a aparente correção
de nossos princípios básicos, começamos a nos conformar porque essa era a coisa
certa a fazer. Alguns de nós, e eu em especial, ajustamo-nos então, ainda que
com alguma relutância.




Mas finalmente chegamos a um ponto onde passamos a desejar nos
conformar com alegria com esses princípios que a experiência, sob a graça de
Deus, nos ensinou.









Em direção à maturidade




Muitos membros mais antigos, que
têm submetido a “cura das bebedeiras” de A. A. a severos mas bem-sucedidos
testes, descobrem que frequentemente ainda lhes falta sobriedade emocional. Para
obter isto, precisamos desenvolver real maturidade e equilíbrio (ou seja,
humildade) em nossas relações com nós mesmos, com nossos semelhantes e com Deus.




Não permitamos nunca que A. A. seja uma entidade fechada; não
recusemos nunca nossa experiência ao mundo que nos cerca, se ela puder ser útil
e valiosa. Deixemos que nossos membros, individualmente, atendam o chamado de
cada um dos campos da atividade humana. Deixemos que eles levem a experiência e
o espírito de A. A. em todos esses assuntos, seja qual for o bem que posam
realizar. Pois Deus nos salvou apenas do alcoolismo; o mundo nos recebeu de
volta para a cidadania.









A. A. em duas palavras




“Todo o progresso de A. A. pode ser expresso em apenas duas
palavras: humildade e responsabilidade. Todo nosso desenvolvimento espiritual
pode ser medido, com precisão, conforme nosso grau de adesão a esses magníficos
padrões.




“Uma humildade sempre mais profunda, acompanhada por uma
crescente boa vontade para aceitar e cumprir com nossas responsabilidades –
estas são realmente as pedras de toque para todo o crescimento na vida do
espírito. Elas nos proporcionam a essência do bem, tanto no ser como no atuar. É
por meio delas que conseguimos encontrar e fazer a vontade de Deus.”









O único propósito




Há quem profetize que A. A. pode muito bem tornar-se uma nova
ponta de lança para um despertar espiritual no mundo todo. Quando nossos amigos
dizem essas coisas, estão sendo não só generosos como também sinceros. Mas nós,
de A. A. devemos refletir que tal homenagem e tal profecia podem acabar se
transformando numa bebida tóxica para a maioria de nós, se realmente viermos a
acreditar que esse é o verdadeiro propósito de A. A., e se começarmos a nos
comportar dessa maneira.




Portanto, nossa sociedade deverá ajustar-se prudentemente a seu
único propósito: o de levar a mensagem ao alcoólico que ainda sofre. Tratemos de
resistir à orgulhosa idéia de que, se Deus nos permitiu o êxito numa área,
estamos destinados a ser um meio de graça salvadora para todos.









A humildade traz a esperança




Já que agora não mais
patrocinamos bares e bordéis, já que levamos o salário para casa, já que estamos
tão ativos em A. A. e agora que as pessoas nos felicitam por esses sinais de
progresso – bem, naturalmente ficamos nos felicitando. Certamente ainda não
estamos muito perto de atingir humildade.




Deveríamos estar dispostos a tentar a humildade, procurando
remover nossas imperfeições, da mesma forma que fizemos quando admitimos que
éramos impotentes perante o álcool e viemos a acreditar que um Poder Superior a
nós mesmos poderia nos devolver à sanidade.




Se a humildade pôde nos permitir encontrar a graça, através da
qual pôde ser banida a obsessão mortal do álcool, então deve haver esperança de
se obter o mesmo resultado, em relação a qualquer outro problema que possamos
ter.









(Fonte: Na Opinião do Bill –
páginas: 10-36-38-40-46-74-97-106-139-160-168-199-212-223-226-244-271-304-325)














HUMILDADE – para hoje




por Bill









Não pode haver nenhuma humildade absoluta para nós, seres
humanos. Na melhor das hipóteses, podemos apenas vislumbrar o significado e o
esplendor desse ideal perfeito. Como diz o livro Alcoólicos Anônimos, “Não somos
santos... reivindi



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