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8º Encontro com os Veteranos em Cachoeira do Campo/MG

 
 
     
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Tema 9: Rotatividade no Serviço- Chave para o nosso futuro –
Isaías- RJ

Para que um dos pilares de Alcoólicos Anônimos mantenha-se de pé, necessário faz-se que a mensagem continue sendo transmitida de coração para coração, ou seja, um alcoólico falando com outro alcoólico. Jamais poderemos profissionalizar o Décimo Segundo Passo. Precisamos transmitir a mensagem a outro alcoólico, senão ele e nós mesmos poderemos vir a perecer. A Oitava Tradição estabelece o não-profissionalismo na transmissão da mensagem, essa é a norma de procedimento básica. A contratação de funcionários especializados para os nossos escritórios é uma exceção a esse preceito, permitindo tornar possível o trabalho do Décimo Segundo Passo pelos membros de A.A. Então, para que este princípio possa ser cumprido, precisamos sacrificar um pouco do nosso tempo de descanso e lazer em prol deste serviço, assim, colocando-o acima dos nossos sadios interesses pessoais pela comodidade e bem-estar pessoal.

Para que os nossos serviços sejam executados, dependemos de servidores com boa vontade e habilidade necessárias para desempenhá-los. Nenhum membro de A.A. pode ser obrigado por quem quer que seja a executar tarefas em qualquer grupo ou organismo. Não temos autoridade com poder para impor a disciplina. Nenhum membro pode ser nem mesmo afastado ou mantido fora da Irmandade. Nem mesmo o trabalho do Décimo Segundo Passo pode ser exigido de um membro. Mas esse trabalho sempre é executado em Alcoólicos Anônimos Por que pessoas desobrigadas dedicam-se com afinco a transmitir a mensagem, mesmo sabendo que se não o fizerem, não haverá autoridade humana que as possa punir? A Nona Tradição nos dá a resposta: “A menos que cada um dos membros de A.A. siga na medida das suas possibilidades os nossos Doze Passos indicados para a recuperação, ele estará quase que inapelavelmente assinando a sua própria sentença de morte. Sua embriaguez e desintegração não são penalidades impostas por pessoas com autoridade: resultam da sua desobediência pessoal aos princípios espirituais.” O espírito de servir, desinteressadamente, sem nada querer em troca, alimentado pelo princípio do amor em ação − Serviço − precisa ser também colocado acima do interesses individuais ou coletivos que rondam as demais sociedades: grande riqueza, prestígio e poder.


SERVIDORES

São as lideranças em Alcoólicos Anônimos. Bons líderes de serviço, são em todos os níveis indispensáveis para o nosso funcionamento e segurança no futuro. Segundo ainda, o Conceito IX, temos um constante problema com liderança, a boa liderança pode estar aqui, hoje, e desaparecer amanhã.

Portanto, equipar a nossa estrutura de serviços com trabalhadores capazes e com boa vontade também tem que ser uma tarefa constante. Esta tarefa consiste no que chamamos de apadrinhamento em serviço.

A finalidade deste apadrinhamento é encontrar as pessoas certas para desenvolverem as nossas inúmeras tarefas, porque a nossa eficiência agora, e no futuro, depende de renovadas gerações de líderes.

É preciso cuidado na indicação de servidores/lideranças para cada nível de serviço. Verificar sempre as habilidades especiais sempre necessárias e principalmente revisar os nossos métodos de procura e escolha de servidores.

Nesta categoria ressalta-se a figura de maior responsabilidade talvez na estrutura de serviços de A.A. o RSG: agentes diretos dos Grupos de A.A.; elo de ligação entre o Grupo e a Irmandade como um todo; representante principal da Consciência de Grupo de A.A. e a sua voz efetiva.

O conceito IX nos alerta para o fato histórico de que a transferência de liderança de uma sociedade para os seus sucessores é sempre um ponto crítico e decisivo.

Finalmente, companheiros, temos visto, infelizmente, servidores/lideranças em A.A. que não conseguem despir-se da natural vaidade humana para transmitirem o seu conhecimento, a sua experiência àqueles que vêm chegando e até mesmo, acreditem, desestimulando os mais novos a ingressarem nas fileiras do Serviço em A.A.

Por outro lado, como vimos antes, é muito perigoso para Alcoólicos Anônimos o fato de termos que por vezes eternizarmos servidores em encargos no Grupo, no Distrito, nos Escritórios (ESLs) na Área, na JUNAAB, no CTO e nos mais diversos organismos que compõem a nossa estrutura de serviços.

Até quando nos apegaremos à lengalenga de que faltam servidores? Estamos fazendo a nossa parte ou apenas esperando o tempo passar? Onde a conscientização de que precisamos dedicar um pouco nosso tempo e do nosso dinheiro para que a mensagem seja transmitida? Estamos transmitindo isto para os que chegam? Ou continuamos dizendo que basta apenas evitar o primeiro gole, freqüentar as reuniões e trazer mais um? Será que assim teríamos hoje o A.A. em mais de 182 países no mundo, com mais de 2,2 milhões de membros, teríamos o A.A. na Internet com reuniões online em todos os quadrantes do mundo?

Gratidão por Alcoólicos Anônimos? Claro que todos têm, porém, temos demonstrado Gratidão com Responsabilidade?

Finalmente, até quando veremos a “dança das cadeiras”? Ou seja, os mesmos servidores se revezando nos encargos dos Grupos e dos Organismos. Esta tendência é paralisante e fere de morte nossa irmandade à medida que impede, inibe e castra o surgimento de novas lideranças o que implica em grande risco para o nosso futuro e consequentemente para a transmissão da mensagem que um dia salvou as nossas vidas.